quarta-feira, dezembro 31, 2008

Adeus, 2008. :D

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Eu queria conseguir expressar nesse blog tudo o que me toma agora, mas nem com a quantidade de caracteres da bíblia eu conseguiria. Eu queria dizer que esse ano pesou pra mim, que começou mal, bastante mal, mas terminou muito melhor do que o que eu previa. Que eu errei, e errei feio. E me machuquei muito, além de machucar demais também. Mas aprendi a perdoar e a julgar menos, a viver mais. Que conheci lugares lindos. Que me apaixonei mais ainda pela poesia, pela boa música, pelas escolhas que fiz. Que me decepcionei com pessoas que achei que ficariam pra sempre comigo, e descobri que outras estarão sempre aqui mesmo. Queria dizer que encontrei alguém que me tirou o ar, alguém que me beija da maneira mais linda, alguém pra quem eu não canso de dizer "eu te amo". Mas olha só que tola... Eu, que já machuquei tanto, devia controlar. Devia... Só que não fiz. E agora me bate de novo aquela angústia. A vontade de dizer que nada pode se tornar mais importante que a gente. Não agora. Não depois de ter descoberto tudo isso com você. Você se tornou o que há de mais lindo em mim.

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Eu quero descansar no seu peito...♪

domingo, dezembro 28, 2008

Intenso e chulo

O silêncio que soou aquele abraço, a carícia que não acariciou. O movimento contrário ao de costume. Ah, criança, isso é o fim? É um começo proutros cantos. Os meus olhos leram atentos as palavras cravadas tão contemporâneas. Você leu nos meus olhos o medo? Sentiu na minha pele o fervor que desejei? Ela te beijava como eu? Ela sempre lhe dizia "eu te amo"?Ela te completa, meu amor? Expressão mais chula! ''meu amor''?! Vinte mil vezes cravada em meus ouvidos e hoje tão vulgar, infiel, irreal. Por que você a chamou assim, por quê? Nós ainda somos o que eramos ontem? Não, não somos. Você me falou sobre estar mais tranquilo e sorriu provocante quando os meus olhos pousaram no seu pescoço, no teu corpo farto. Devo dizer que seu bem-estar me machucou? Devo dizer que prefiro os seus instintos à flor da pele? É egoísmo? Que seja! Que seja! Eu sempre quis ser isso mesmo...E quando ela pousava os dedos sobre o teu corpo, você arrepiava como comigo? Você sentia prazer ao dançar sobre o corpo dela como quando dançava sobre o meu? Não, não. Eu sei que ninguém amou como eu a sua presença, ninguém tocou o seu corpo ou lhe fez dizer "Eu amo você" com tanta certeza. Ela foi a garota reserva, e reservas jogam bem, claro que sim. Mas nada substitue uma titular. Incluse no quesito que diz: Reservas não machucam. Titulares sempre roubam a bola, e machucam por falta.



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Accidental Babies - Damien Rice

segunda-feira, dezembro 22, 2008

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• O pedaço do teu corpo que ficou no meu
Agora é vestígio do que eu nem quero
E tudo fede.

Aquilo que perfumou
Por um tempo quase infindo
É fétido, sujo, infiel.

Então eu arranco a sua pele do meu corpo
Enquanto ele sangra
E que sangre!

Que sangre sem lágrimas
Não posso deixar que o familiar gosto salgado
Percorra novamente os meus lábios.

Fique com o seu orgulho
Eu, meu bem,
Fico com outro alguém.

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Fica com o seu inesquecível, tá? Mas me esquece.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Surto.

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[...] Eu chorava, desesperadamente. Pra mim parecia que alguém tinha armado aquilo, não era possível, não fazia sentido algum. Drogas não eram a minha praia. E aquilo em cima da mesa não era um cigarro comum. Eu não tinha o que dizer, não sabia. Só chorava, e chorava muito. Por mais que eu tentasse contrapor, nada adiantaria. Estava ali, pulando sobre os meus olhos, era como se me encarasse. Todo aquele ar de estranhesa durou a noite toda. Enquanto eu me sentia um réu inocente condenado injustamente a prisão perpétua.



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...Surtando...

Quero viver, quero ouvir, quero ver.

Há dias em que eu acordo estranha. E nesses dias em que me sinto meio Alice e digo "Que estranhíssimo, que muito esranhíssimo!", sei que tudo vai pesar. E ontem foi um desses. Foi dia de sentir saudades, dia de chorar um pouco. Dia de contar os dias e chegar no 30º justificando uma ausência, um desprezo. Ontem foi dia de ficar no meio da rua sem dinheiro pra voltar pra casa. Ontem foi dia de reler poemas. Dia de mentir descaradamente. Dia de querer uma tatuagem no pulso. Dia de amar além das forças. Dia de pensar. E foi aí que eu me vi sozinha no meu quarto ouvindo Marisa Monte e pensando, pensando, pensando. E eu pensava no porque de estar ali. As folhas rabiscadas de contas e contas do meu lado justificavam a minha irresponsabilidade. Outras folhas com provas anteriores do Sesc, do Sesi e outras empresas. Por que eu estudava tanto? Pra quê? Eu, que respondi tantas vezes que quero crescer, andar nas ruas e ouvir alguém perguntar "Você é que é a Eva Cidrack?", agora já não vejo mais tanto sentido assim. Eu vou estudar pra trabalhar, trabalhar pra estudar. Ah, não sou isso que tenho feito de mim não. Vejo muito pouco sentido em trabalhar-trabalhar- trabalhar, estudar- estudar- estudar e pra quê? Pra estar cansada no domingo e querer passar o dia em casa? Tenho medo de me tornar alguém assim. Porque não sou. Sou a garota que enche a cara mesmo, que beija quem não pode, que mete os pés pelas mãos, mas se diverte. A que vive, mas que vive muito e vive tudo o que tem pra viver. Eu não sou essa garotinha tom-pastel que estou me tornando. Chega de boas ações. Eu quero felicidade .

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E todos vão falar
Dar nomes pra mim
Votar minha fé
Que eu sou o teu quintal
Se alguém vier falar
Não brigue por mim
Só diga que sou
Um problema seu. ♪

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segunda-feira, dezembro 15, 2008

e eu navego a deriva dos seus beijos.


"Que importa o som da minha voz? É o som do meu coração que deves ouvir"
"E a paixão há de ser como a noite … eterna!"
"- Tenho atá medo de tanta felicidade... Parece que estamos desafiando o mundo.
- Nós vamos vencer o mundo!"
Romance - O Filme.
[Com Vagner Moura e Letícia Sabatella]

sábado, dezembro 13, 2008

Preciso me encontrar.

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"Deixe-me ir, preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar.

Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Quando eu me encontrar.

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer, quero viver." ♪

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sábado, dezembro 06, 2008

Raspas e restos.

Deitei no quarto ao lado do meu para descansar o meu cansaço naquele dia tão conturbado. Pouco depois de um cochilo, senti pesar na cama um corpo poucos centímetros distante do meu. Haveria de ser a dona do quarto, afinal. Fingi não ter acordado, pois sabia que passar a tarde num calor daqueles nos meus aposentos seria pedir a morte. Ouvi algumas fungadas tímidas e procurei não me importar, mas depois ficou impossível não perceber os soluços fortes e o choro doído daquela mulher de meia idade. Chorava por estar sangrando, e por sua culpa. Havia na madrugada anterior, vomitado um embrião de pouco mais de três semanas. Em pouquíssimo tempo, a moça desaguava lágrimas doloridas como as de uma mãe que perde o filho na guerra. Pior, de quem dispara a bala de canhão e vê o pobre desfalecer banhado em sangue. Sangue, sangue, sangue! Havia muito sangue mesmo sobre aquela história. E todas as vezes que ela o visse lembraria da criança que matou. Que tinha olhos, boca, nariz, membros, exatamente como ela. Pensaria no seu coração batendo dentro do corpo que agora estava oco. Pensaria em quantas madrugadas não iria perder ouvindo o choro do menino (ou seria uma menina?). Pensaria no sorriso infantil que não abrilhantará a sua vida. Levantei o olhar para ela, e recebi a notícia de que havia perdido a criança pelas preocupações daqueles dias e só. Eu sabia que não era verdade. Ela sabia. Mas nós fizemos daquela mentira sincera uma verdade perfeita.

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- Faz da mentira seu estandarte. Como se a verdade fosse nada. Como se o seu dia fosse bom -

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Dreaming With a Broken Heart - John Mayer
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"But she's just like a maze
Where all of the walls all continually change
And I've done all I can
To stand on the steps with my heart in my hands
Now I'm starting to see
Maybe it's got nothing to do with me"

terça-feira, dezembro 02, 2008

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Esses novos traçados.

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Sei que hoje estou mais tranquila. Menos insensata, menos indecente. Nostalgica, ainda, mas numa saudade madura. Que nem se quer machuca mais. No fim de tudo, ficou na minha boca o gosto doce do perfume no beijo que estalou firme no seu pescoço. Ficou o calor de um abraço quente. As últimas palavras de amor. Tudo que agora faz parte de um passado sem futuro. E do presente mais perfeito que já ganhei. Agora chega, chega de lembranças. As minhas costumam achar que merecem sempre o hoje. E o hoje está frio demais.

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sábado, novembro 29, 2008

[...]

Aflição de ser eu e não ser outra.
Aflição de não ser, amor, aquela
Que muitas filhas te deu, casou donzela
E à noite se prepara e se adivinha
Objeto de amor, atenta e bela.

Aflição de não ser a grande ilha
Que te retém e não te desespera.
(A noite como fera se avizinha)

Aflição de ser água em meio à terra
E ter a face conturbada e móvel.
E a um só tempo múltipla e imóvel

Não saber se se ausenta ou se te espera.
Aflição de te amar, se te comove.
E sendo água, amor, querer ser terra.
[Roteiro do Silêncio]
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"Como se fosses morrer colado à minha boca.
Como se fosse nascer
E tu fosses o dia magnânimo
Eu te sorvo extremada à luz do amanhecer."
[ Do Desejo]
[Hilda FODONA Hilst]

quinta-feira, novembro 27, 2008

E dá pra ficar com raiva dele?





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Num dia nublado e 'griposo' de quinta-feira, com uma dordegargantadocacete' e uma dordecabeçadesaircorrendo', eu acordo com um "murro de batman" no queixo.




-Bom diia Edinha!




-Ow Pedro, eu não acredito que você me deu um murro! Eu vou pro meu quarto, e você nem pense em ir me encher!




-Ah, mana... Tique aqui com eu...




-Por que você quer que eu fique com você?




-Puquê... Eu tim amo.




-Own meu príncipe, eu fico aqui com você, vem cá...








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E dá pra ficar com raiva dele?

quarta-feira, novembro 26, 2008

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Em meio ao breu... A minha constelação.

terça-feira, novembro 25, 2008

Soneto de Fidelidade


"De tudo, ao meu amor serei atento

Antes e com tal zelo, e sempre e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vive-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou ao seu contentamento.
E assim quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angustia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."
*Vinicius de Moraes*
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Moonshine - Gram

segunda-feira, novembro 24, 2008

E eu achando que tinha me libertado.


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Talvez eu saiba o que me trouxe aqui. Ou pelo menos ache que sei. Práticas incontáveis, uma infelicidade quase sistemática, a lembrança de uns [nem tão] poucos beijos quentes, uma escolha, um livro, uma pedra. Mas hoje alguma coisa acontece de diferente, e por nenhum desses motivos, tento expor um sentimento que não sei sentir ou descrever. Ando à flor da pele, e isso é estranho pra mim. Não que nunca aconteça, mas há muito tempo eu não sabia o que era sentir isso. As notas que saem do violão parecem dilacerar cada parte do meu corpo que vibra insistentemente. Percebo o quanto me envolvi intimamente com as minhas farsas. Ao ponto de não saber mais distinguir quem é a Eva nessa história toda. Contra quem luta, e se luta. Na verdade, será que preciso mesmo estar sempre lutando? Não seria mais fácil abrir a janela e deixar o sol descobrir o meu rosto? O problema é que eu tenho feito. E tenho sentido vontades especiais, que já não são tão escravas das minhas pontes e da minha opinião. Ah, eu tenho descoberto tantas outras coisas... Mas estou incompleta. Algo não se concretiza, e eu não faço a mínima idéia do que seja. Sei que hoje eu disse algumas verdades, desviei olhares do que me atraia, fingi não me importar. Só não é só isso, não é! Eu me sinto perdida no meu desequilíbrio interno. Tento achar em outras pessoas os meus sentimentos confusos e simulo me aquietar. No fundo tudo isso pulsa dentro de mim todo o tempo.


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vamos fugir?


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Infinito Particular - Marisa Monte

domingo, novembro 23, 2008

Ou nada sei.

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Nesse domingo minha mãe me convidou para ir à igreja. Mesmo não sendo um programa comum nas noites de domingo, aceitei. Fomos à uma igrejinha católica no nosso bairro mesmo. Ao chegar, algumas pessoas me olharam torto, procurei não me importar. Sentamos, e procuramos nos concentrar na missa. Mas lá veio a minha mania de analisar tudo. Olhei para a moça bem arrumada na minha frente. Tinha nos lábios um batom vermelho rubro, as unhas roxas, um roxo escuro. Vestia uma roupa branca que tinha quase que a mesma tonalidade da sua pele. Estava animada, uma animação fora do normal. Logo atrás de mim, percebi duas meninas mais ou menos da minha idade. Estavam de mãos dadas, e bastante próximas. Os olhares tortos agora eram pra elas. O ritual católico passou rápido. Em pouco tempo já estávamos na benção final e logo depois meu irmão já saltitava nas escadas. Senti quase um choque ao sair. O barulho ensurdecedor nas ruas e os carros perambulando me perturbou um pouco. Algumas beatinhas que iam para as suas casas comentaram tímidas e um tanto preconceituosas "Quanta baixaria!", me limitei a rir disfarçadamente. A lua baixa apontava a hora no relógio que marcava 21h30. Uma mulher vestida de maneira bem diferente das mulheres atrás de mim apontou na esquina e um homem de meia idade a agarrou pelos cabelos enlaçando-a num beijo. A mais nova das beatas comentou "Minha nossa senhora, que beijo!". Foi logo repreendida pelo olhar da outra, que no fundo pensava o mesmo. No meio daquela confusão, éramos todas mulheres da vida. Vidas distintas em demasia, mas vidas. Algumas mais animadas, outras que quase não poderiam ser chamadas desse jeito. Mas ao fim de todas as conclusões, vidas.


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... Essa chuva me deixa tão estranha ...

sábado, novembro 22, 2008

Tudo que é vago, vaga?

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Tudo que é vago, vaga? Quando falamos em 'vagos pensamentos' e 'pensamentos que vagam', falamos da mesma coisa?
Há todo um sentido por trás de perguntas aparentemente superfluas. E a gente se perde tentando achar o caminho pro céu. Gosta de estar na terra, mas quer o céu.

e "é o beija-flor que beija a flor, ou a flor que beija o beija-flor?"

-Talvez hoje a flor esteja meio bicuda.

e dois bicudos...


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Grades.

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"Se você olhar através da grade, verá apenas as flores. Mas fugirá do verdadeiro problema. A grade continua ali."


[Carla Carniel]




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Então, o que você faz, corta as grades? Admite que tem vontade, afinal, conhece bem o que há por trás dela, desfrutou quando ali não havia grade alguma. Só que agora você já não pode mais. Talvez tente pôr os dedos entre os espaços pequenos, quem sabe um braço. Mas nunca mais que isso. Então, você tenta conviver com essa certeza mesmo lembrando todos os dias de como o outro lado é bom. Afinal, você não é forte o suficiente para quebrá-las. Tem medo da punição que vai receber. Além de tudo, tem medo dos olhares fulminantes que despertará pela sua atitude. Então, você espera ter uma tesoura resistente (também chamada de bagagem etária) e passar a desfrutar a poesia daquele mundo proibido.
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Avesso - Jorge Vercilo

quarta-feira, novembro 19, 2008

há tanto...

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é, talvez tudo isso faça mesmo parte do meu show.

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meio bossa nova e rock in roll.

sábado, novembro 15, 2008

Fizeram-me exceção.




"Você está perdido
ou incompleto?


Você se sente como um quebra
cabeça


E não consegue achar sua peça
perdida?


Diga-me como se sente.


Bem, sinto que eles estão
falando


Uma língua que eu não
falo


E eles estão falando
comigo
"

[Talk - Coldplay]


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Hoje eu cheguei à conclusão de que jurar amores não é difícil. Pelo contrário, é mais fácil que uma prova de geometria de fim de bimestre. Você pode, por exemplo, jurar amores ao carinha do supermercado que vê todos os dias e lhe parece simpático. É só abrir a boca e falar, simplesmente. Pior ainda, você pode usar o menseger. É, o MSN mesmo! Basta que diga "eu te amo" algumas mil vezes e simule estar apaixonada instantaneamente. Então, se você estiver com sorte o idiota do outro lado vai se encantar pelas suas palavras lindíssimas e achar que só quem sente algo muito forte pode escrever aquilo. Se ele for esperto, tudo bem... Há milhares de bobos para enganar!


- Alguém me faz o favor de dizer que lingua é essa?

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terça-feira, novembro 11, 2008

E ela, o que diz?

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"
COMO SE ISSO FOSSE TIRAR DELE QUALQUER RESPONSABILIDADE
NÃO SE IMPORTANDO SE ISSO ACABARÁ COM A VIDA DELA
"


*

- Mas por que ser outra pessoa?
- Porque a Eva dá nojo. A Eva não presta. A Eva é uma rebelde sem causa. A Eva é uma mau-resolvida.


*

- Mas sim, como é que voce tá?
- Bem, e você?
- Então, dizem que bem também.
- Dizem? E você, o que me diz?
- Eu digo que sou bem convincente.


-

[...]

Clarisse - Legião Urbana

domingo, novembro 09, 2008

More than tears.


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"And I'd give up forever to touch you


'Cause I know that you feel me somehow


You're the closest to heaven that I'll ever be


And I don't want to go home right now


And all I can taste is this moment


And all I can breathe is your life


And sooner or later it's over


I just don't want to miss you tonight


And I don't want the world to see me


'Cause I don't think they'd understand


When everything's made to be broken


I just want you to know who I am


And you can't fight the tears that ain't coming


Or the moment of truth in your lies


When everything feels like the movies


Yeah you bleed just to know you're alive


And I don't want the world to see me




(...)



I just want you to know who I am


I just want you to know who I am


I just want you to know who I am


I just want you to know who I am"


[Iris - Goo Goo Dolls]


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Mas tem um outro...               14.11.07.                   O Último Anjo. ♪


[...]

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sábado, novembro 08, 2008

Você, Eva.

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Se tá tudo bem? Não, não tá. Hoje é um daqueles dias em que dá aquela vontade imensa de extrapolar, sair, dançar, CAUSAR. Mas e aí, Eva? Você tá aqui, sentada na cama em que vai dormir daqui à poucas horas. Talvez você se levante, pinte alguns quadros, ouça uma música, vá para o computador. Mas nunca, nunca vai ter coragem de arir a boca e dizer que tá tudo ruim, tudo uma merda, tudo no limite. Nunca vai tomar coragem de dizer que quer sair, que quer conversar com alguém, abraçar alguém. Nunca vai dizer que é um porre estudar e ouvir alguém dizendo que você faz tudo errado. Você é tão covarde, Eva, tão covarde... Covarde ao ponto de esperar estar sozinha para esmurrar a parede. Covarde ao ponto de tremer por um atraso que de atraso não tem nada. Você é tão boba, garota. Se esforça para criar uma imagem politicamente correta que nunca fez seu estilo e não ouve um elogio se quer. Você é tão tosca, Eva. Vive cheia de medos, de angústias. Não sabe dizer que não vai se esforçar para melhorar se você continuar acompanhando os olhares que te acusam todo o tempo. Você nunca vai falar? Vai continuar sendo isso? Você cansa, sabia?! É, Eva...E você se cansa também, menininha. Você quer pedir colo, mas o travesseiro deve servir. Dorme com os anjos, menine. Aproveite, nos seus sonhos, se você não fala é por opção. Nos seus sonhos você sorri sinceramente. Nos seus sonhos você não precisa fingir.


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Artifício Mágico - Luxúria

Para eles.


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Hoje escrever não é tão difícil para mim quanto para vocês, e eu entendo o quanto dói despedir. Entendo de uma forma que talvez nem queira. A dor é incalculável, invade tão bruscamente que é difícil se manter em pé. Acompanhar as lágrimas de vocês me fez sentir o que viveram e ver que não se resume em dias de aula vestidos na farda da Favo de Mel. São momentos únicos. Risadas, segredos, bagunças, histórias... Uma junção, uma família.
Quando a gente tenta de toda maneira se guardar das lágrimas, elas vêm desabando, incomodando, doendo. Separação não deveria existir no dicionário, não deveria se nunca mencionar uma palavra que traz tanto sofrimento. Mas existe. E se existe é para que possamos aprender o quanto cada um é especial na vida do outro, perceber que o amor é um sentimento enorme. Existe para que possamos lembrar sempre daqueles anos como os melhores. Para que possamos crescer com cada abraço, para que possamos amanhecer brilhando mais forte.
É, brilhar. Não deixem nunca que a ausência das presenças desse ano apague o brilho de vocês. Brilhem, brilhem muito. Deixem que a sintonia que cresceu entre vocês faça com que continuem juntos em pensamento, em sentimento. Mas se por acaso um dia a lembrança doer, a saudade apertar, chorem tudo o que tiverem que chorar. Afinal, “A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar.

Com um carinho eterno,
Eva Cidrack.


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quinta-feira, novembro 06, 2008

Tentando ser metade do inteiro que eu sinto.

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A cena cotidiana das 21h foi substituída por uma bem diferente. E como já era de se esperar, eu fugi. Fugi e deixei que as lágrimas inundassem o meu rosto em brasa. Quando voltei, não consegui conter a admiração pelo que via. Como pode, como pode? Ao mesmo tempo em que me causava tanta admiração, aos outros causava tanta repudia, tanto desprezo, tanto nojo... Ouvi a mesma frase repetida por mim milhares de vezes. Mas o que disse foi bem diferente. E me senti suja. Satisfeita pelos sorrisos que causei pelo humor que tentei imprimir na frase, para disfarçar a minha agonia. Mas suja. Não vacilei um segundo se quer. Fui uma atriz, na peça de teatro mais arrepiante que já conheci: Preconceito.

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~ Se minha vida fosse um filme, eu ganharia o oscar de melhor atriz.


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terça-feira, novembro 04, 2008

Será?

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"Não é me dominando assim que você vai me entender
[...]
Será que é tudo isso em vão?
Será que vamos conseguir vencer?
[...]
Temos erros a mais, eu e você"


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Angústia, medo, lembranças, tudo o que me toma machuca demais. Mas o que me incomoda de verdade é a [in]diferença. Que talvez nem seja assim tão diferente em você, não mais. Afinal, todo esse meu disfarce convence bem. Quebramos uma linha do tempo, e há muito tempo você já não me conhece mais. Talvez eu nunca mais olhe nos teus olhos e diga algo que passe de mentiras convincentes e leve o tempo todo perguntando se alguma coisa nisso tudo faz sentido. De vez em quando, sinto tudo muito bem, e todas as vezes em que abraço e sinto todo o afeto da nossa relação chego a pensar que somos ainda as mesmas pessoas. Mas é uma farsa, sempre, sempre uma farsa. Uma farsa que depende da sua felicidade tanto quanto da minha. E se essa tal voz ativa não me vem, é porque a sua é bem mais importante. No dia em que eu for embora desejarei não olhar nos seus olhos. Que talvez só assim percebam o tempo perdido, tempo que essa censura nos fez perder. E se me calo quando você me diz tudo aquilo é porque ainda quero paz nas nossas vidas. Afinal, eu a conheço desde que nasci.

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Será - Legião Urbana

segunda-feira, novembro 03, 2008

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"Mas eu não posso deixar de acreditar em mim"


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Quando rabisquei a data de hoje no papel me segurei para não gritar um ''Nãããooo'' desesperado. Que sem dúvidas soou forte dentro de mim. E eu, que agora me via não querendo voltar tornei as lembranças mais fortes por alguns minutos. Mas não é mais só isso, e eu sei. Disse uma vez sobre saber ir da aceitação ao desespero num tempo que nem adiantava caucular, às vezes muito rápido. Outras, quase em séculos. Sim, havia me acostumado. ''Finalmente!'', vibrei internamente. E ainda mais, tratei de me provar com novas experiências. Novissimas, quentes...Maravilhosas. Valia a pena, afinal, me livrar dos sentimentos que as músicas me traziam (ou simplesmente não ouvi-las), esperar a maior idade e gritar ao mundo? Eu? Não, não fazia o meu estilo. Inconseqüente, ansiosa, sonhadora, amante. Esperar nunca foi do meu feitio. Dói despedir muito mais que todas as outras vezes. Adeus? Não, não... Até a próxima, até um dia, até o dia, talvez.

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Here With Me - Dido

sábado, novembro 01, 2008

Pesar, pesar, pesar.

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E hoje se você fizer uma lista de situações [independente de quais sejam], eu estarei sempre pesando.

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Se era pra machucar, parabéns. Conseguiram.



"mas eu me mordo de ciumes"

:x



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Seu Minuto, Meu Segundo - Gram

quinta-feira, outubro 30, 2008

complexo Isabel.


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"Era tão feio assim aquele rosto? Tão repulsivo que alguém como ele não podia encontrar nada nele que o atraísse? E aquele corpo? estava mesmo gordo? Não tinha aquelas curvas, aquelas saboneteiras, aquela penungem sensível à carícia em sentido contrário, como dizia Vinicius de Moraes? Não seriam atraentes aqueles pequeninos seios que muito bem poderiam ter servido de forma para taças de champanhe?"



[A marca de uma lágrima - Pedro Bandeira]



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Por favor, não me acorde. Não agora, não permita que os meus olhos descubram essa dor outra vez. Deixe-os assim, fechados. Nos meus sonhos ainda nada aconteceu. Acorde-me assim que eu puder sorrir. Quando não houver mais o fantasma desses anos. Por favor, me perdoe as durezas causadoras das lágrimas nos olhos que me tomam agora. Só me acorde, peço, só me acorde, quando puder ouvir o perdão. Acorde-me numa manhã onde eu seja minha, inteiramente. Onde eu seja tão minha a ponto de doar-me.

Dia Que Não Tem Tarde - O Trevisan

sábado, outubro 25, 2008

Daqueles contos baratos de ônibus

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Quando acordei às 6h daquele dia chuvoso, pedi para estar acordando num sonho. Mas os meus olhos ardendo pela insônia da noite passada eram reais demais. Depois da pontada no meu estômago percebi que havia mesmo acordado, e ainda por cima, estava atrasada. Corri para me arrumar e o ônibus já ia saindo quando subi e me vi pendurada na porta, esperando uma mulher de pelo menos uns 80 quilos subir. "Pronto, o que mais pode acontecer hoje?" pensei. O que não imaginava era que viria sim, muito mais pela frente. Assim que passei pela borboleta me deparei com um ônibus que muito bem se compararia a um açougue. Tentei passar para frente, esbarrando, pisando, recebendo milhares de palavras impróprias para as seis e meia da manhã. Mas enfim, consegui. Não seria tão difícil afinal, descer no ponto próximo à escola. Não seria, se eu não tivesse que passar mais 30 minutos suportando em pé uma dor de estômago infernal. Supliquei em silêncio que a moça que estava na minha frente descesse no próximo ponto, mas não. Veio mais um, e outro, outro... e mais outro. E a dor ali, aumentando, incomodando, quase que insuportável. Quando nem tinha mais esperanças, a mulher se levantou, puxou o cordão para pedir o próximo ponto e eu dei um sorriso bobo, aliviado. Mau me encostei na cadeira e vi um homem de uns 70 anos subindo pela porta dianteira do ônibus, mas afinal, eu não era a primeira pessoa sentada num banco preferencial para idosos. Acontece que para meu quase desespero ninguém se compadeceu com o homem, que tinha a feição cansada pela idade avançada que carregava nos ombros. Lá fui eu, levantando e sentindo as conhecidas pontadas no estômago. Depois dos últimos quinze minutos em pé, sentindo náuseas pelo rapaz que havia posto o braço praticamente em cima da minha cabeça com um odor nada agradável, desci. E senti alívio. Apesar de tudo, eu tinha feito a minha boa ação do dia.

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É nessas horas que a gente se pega pensando como o Renato Russo: "Poxa, eu sou um cara tão legal, eu não posso ser doente" :x

Ah, cansada de tudo isso, sabe?! :C

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Baader-Meinhof Blues - Legião Urbana

terça-feira, outubro 21, 2008


"E vai
Mais um quase beijo
Só a noite cobre
Os defeitos do ser
(...)
Mas encolho os dedos
Eu mordo os lábios
Medo de esconder
E vai mais um quase toque
Na pele que arde
De tanto fingir"

[O Preço Da Flor - Mallu Magalhães]

quinta-feira, outubro 16, 2008

-Se fosse resolver...




"Se fosse resolver, iria lhe dizer... Foi minha agonia. Se eu tentasse entender, por mais que eu me esforçasse, eu não conseguiria. E aqui no coração, eu sei que vou morrer um pouco, à cada dia. E sem que se perceba, a gente se encontra numa outra folia." Lua e Flor/Agonia - Oswaldo Montenegro


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14.10.08, olhei e vi a data no quadro a piloto, escrita também em letras garrafais logo abaixo. Aquelas letras prenderam a minha atenção e, como num estalo de dedos, me remotaram a todos os dias iguais aquele. Há quase um ano atrás, eu sorria mais que qualquer outro apaixonado, amava mais que o próprio amor. A voz do Fernando Anitelli ressoava nos meus ouvidos, dizendo que tinha motivo pra viver de novo, mas que descobrir o verdadeiro sentido das coisas, é querer saber demais... Talvez agora eu realmente não seja uma menina de descobertas, a menina que enfrentaria o mundo inteiro por um amor. Aliás, que amor? Toda a devoção trocada tantas vezes soava sozinha agora. Todos aqueles dias em que nós nos casávamos uma centena de vezes. Quando dividíamos beijos, carícias, abraços e vontades. Erámos tão firmes... Tão firmes, tão confiantes. E num dia como esse, tudo isso pesa mais. Como haviam pesado a algum tempo as palavras ásperas que me disse. Quando me contou dos teus sonhos de amor onde a protagonista já não era eu. Mas de tudo, não era isso que dóia, afinal, eu também havia atuado em alguns romances. O que doía, era ver se esvaindo o que havíamos jurado ser perpétuo.Ver acabar na minha frente e não poder mudar. Não aceitar essa idéia cada vez mais próxima de nunca mais. Te ver assim, retrocedendo. Abrindo mão de tudo por conta dessa mania de terminar. E agora, por favor, não me venham falar de amor. Tudo o que eu quero, é não estar apaixonada.

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... Qualquer identificação [não] é mera coincidência ...

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Os Barcos - Legião Urbana

terça-feira, outubro 14, 2008




Romeu: O amor é assim mesmo: as dores pesam no peito, mas isso só aumenta os efeitos da paixão. O amor é uma fumaça de suspiros, é fogo que ameaça o olhar, é um rio de lágrimas quando contrariado... Que mais? É uma loucura sensata, é um fel que sufoca, é uma doçura que anima.





(...)





Benvólio: Escute o que digo: não pense mais nela.

Romeu: Então me ensine como não pensar.

Benvólio: Abra os olhos; há muitas belezas para se olhar.

Romeu: Essa é a melhor maneira de comprovar a beleza dela. Mostre-me, pois, uma beldade rara; servirá, ao menos, como sugestão para que eu lembre quem a excedeu em formosura. Adeus. Você nunca vai me ensinar o esquecimento.



[Romeu e Julieta - William Shakespeare]





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O muito embreve misturou amargo e doce, um doce que se perde nos lábios sozinhos, deixando só dor no amargo silêncio, no sorriso forçado, na espera.
>Sinal de Adeus - Isabella Taviani

sexta-feira, outubro 10, 2008

Uma estrela baixa.

"-Amei a outro, que importa, se acabou? Um dia, quando nos separarmos...
-Não digas isso!-Bradei eu.
-Tudo cessa! Um dia...
Não pode acabar. Um soluço estrangulou-me a voz. Estendeu as mãos, tomou das minhas, aconchegou-me ao seio, e sussurrou-me aixo ao ouvido:
-Nunca, nunca, meu amor!
Eu agradeci -lhe com os olhos úmidos."

[Memórias Postumas de Brás Cubas - Machado de Assis]

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- Sonhei contigo.
- Sonhou comigo, assim.. por acaso?
-...
-Nos beijavamos?
-Sim
-Sem querer?
-Foi estranho, não que tenha sido sem querer. Até porque se querer fosse a questão...
-Então você quis. Qual seria a questão já que não é querer?
-Eu quis, mas. Além de mim, alguém quis ?
-Além de você, há alguém que quer. Desculpe-me a demora para responder, estava destraída.
-Mas a resposta fez com que eu esquecesse de toda a demora.
-Ah, meu amor, eu não quero ser motivo de martírio, mas garanto que se estivesse aqui, eu realizaria qualquer tipo de sonho e de querer, tanto seu quanto meu.
-Ah, essa distância...
-Não dê atenção a distância, atente-se apenas a minha promessa para poder lembrar sempre e certamente, cobrar-me.
-Poderei cobrar ?
-Poderá até me obrigar se realmente quiser
-Espero que não precise. E tenho quase certeza de que não precisarei, pois será logo.
-Mau posso esperar...


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Go With The Flow - Queens of Stone Age

segunda-feira, outubro 06, 2008

[não] sentir.


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-Oi
-Olá!
-Tudo bem?
-Há quanto tempo sonhamos com isso, hein?
-É...
-Sonhamos?
-Sonho
-Mas olhe, eu tenho que ir.
-Tchau
-Tchau, tchau... Nos veremos logo mais
-Um dia, talvez.

o usuário está offline

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A gente finge frieza tão facilmente quando a reciprocidade some...

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Pra Dizer Adeus - Titãs
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"Sentou-se, com a cabeça recostada nos joelhos.
- As coisas estão começando a pesar...
- Sua mãe?
- Ela, meu pai, minha família inteira, as pessoas na rua, o jornal... Essa casa...
- Você não precisa ficar aqui, pode vir comigo.
- Eu não quero ser quem te traz mais um problema.
- Você é a minha dádiva, Mi. Nunca o meu problema."

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"Senti teu coração perfeito batendo à toa, e isso dói. Seja como for, é uma dor que dói no peito. Pode rir agora que estou sozinho" Angra Dos Reis - Legião Urbana.

domingo, setembro 28, 2008

Disfarçar

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"Sai daqui que hoje eu aprende a finjir, e eu disfarço muito bem..."


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Por que era que aquela visita havia me inquietado tanto dessa vez? Me veio um turbilhão de pensamentos, lembranças, devaneios. Eu não iria virar aquela garota impulsiva novamente. Afinal, tanta coisa havia se passado... Eu já sabia tão mais... Havia aprendido a segurar as lágrimas, os impulsos, as necessidades. Eu era agora uma adolescente como outra qualquer. Deixava pincelado nos lábios um sorriso juvenil. É, eu também havia aprendido a fingir. Trocara a fuga pelo fingimento. Era moderada, sim. Comportada. Nada de excessos, de porres, superdosagens, nada de sangue. Agora, eu era um manipuladora, uma atriz. Se tudo não fosse tão sério, eu até riria da convicção das pessoas ao me ver. Aos olhos de todos eu tinha apenas pouca idade, um sorriso lindo e algum mistério. No meu coração, único conhecedor dos meus conflitos...Era uma caçadora de emoções.


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E Antes Que Eu Esqueça de Mim - Canto Dos Malditos Na Terra do Nunca
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"Ser fiel ao nosso encontro, na alegria a felicidade vem em dobro." :)




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Sinto-me cheia de experimentações o tempo inteiro. E às vezes esqueço de que tenho só 14 anos. Não sonho em estar casada, esperar o meu marido chegar do trabalho às sete horas, preparar o seu jantar e receber um selinho sem empolgação. Não, mas tenho me pegado sonhando com matrimônio, com um outro, que me assusta. Um outro muito mais livre e intenso, muito mais experimentativo, um mais ousado, que não dói. Se enl0uqueci, não sei. Talvez a noite, o dia, as vibrações, talvez meus instintos, meus hormônios, minhas vontades. Talvez, eu.



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Diga sim Pra Mim - Isabella Taviani

segunda-feira, setembro 15, 2008


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"Falar de amor em itapuã..."




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Sentada sobre as pedras, vista de cima... Ela parece sorrir. A brisa do mar toca-lhe os ouvidos e o coração. Brisa que se divide e se multiplica em pequenos milésimos de segundos pouco notáveis. Não se sabe se a água do mar ou a da dor, faz seus olhos estarem tão cansados. E a dor até lhe some levada pelas ondas, as estrelas deitam sore as águas, talvez pra que misturadas entre sal e dor... Transbordem no infinito.
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♪ Praia Nua - Jorge Vercilo

sábado, setembro 06, 2008

Sabe, prioridade? Não, não sabe.

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Naquele dia, eles esqueceram.
Esqueceram que ela chorava
Esqueceram que ela desejava
Esqueceram que ela sente saudades
Esqueceram que cresceu
Esqueceram que ela saiu
Esqueceram que ela não estava
Esqueceram que ela era (?)
Esqueceram que ela foi
Naquele dia, eles esqueceram...
Dela.


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♪ Uns Versos - Adriana Calcanhotto

quinta-feira, agosto 28, 2008

.Por que não olha pra mim e vê que a dor também se instalou aqui?

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Chega, eu cansei. Alguém para o mundo pra eu me recompor? Alguém me diz por que que tudo isso faz tão pouco sentido? Eu quero, eu preciso de algo que me motive a levantar da cama todos os dias de manhã. Eu preciso de alguém que me dê prioridade. Eu preciso abraçar, preciso contar segredos, sorrir. Eu só não quero continuar assim...

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♪ Chão de giz - Zé Ramalho ♫

quarta-feira, agosto 27, 2008

Mas pequenos pra opinar.

''(...) A lua baixava, linda. Dourando as ruas e invadindo a minha janela. No meu quarto a porta trancada. Na caixa de som tocava Clarisse da Legião Urbana. Nos meus olhos se refletia uma tristeza deseperadora. Era noite, e eu ainda não conseguia assimilar a idéia de estar novamente ali, onde o meu sorriso era tudo, menos feliz."


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Olhos vermelhos- Capital Inicial

é que eu amo demais, e isso me atordoa

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Se metade do amor que sinto fosse seu... Eu juro, não haveria no mundo maior alegria. Se os versos que escrevo nesse papel amarrotado fossem para mim escritos... Os meus olhos navegariam em tanta euforia que já não importaria mais nada. Se parte da dor que sinto fosse sua... Eu lhe daria toda a felicidade do mundo.



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♪ Abismo - Jorge Vercilo ♫

sexta-feira, agosto 15, 2008

Certas coisas

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Ritmada a dor que cala
Lastimando por escolha
Enquanto rara despertava
A espera de ser sorriso
O desencontro clamava alto
O desespero fincava
Era só mais um dia...
Cálido, pouco esperançoso.



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♪ Lua e flor- Oswaldo Montenegro ♫

... Nostalgia ...

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Milimetrada tantas vezes essa nossa dor, esse meu desespero. Em vão. Rebelde, ultrapassa limites, dilacera dos poros, invade os dias. Esqueço? Não, nem um minuto somente. Nem ao raiar do sol. Nem na chegada da lua. Digo às vezes que tenho, estou. Inútil consolo. A madrugada passa vazia, sem vinho, confissão nem poesia. Como navalha em carne viva.Ali, presente, doendo, cortando. Ausência, dor, medo. No escuro do olhar já tão vazio, que não contempla, nem divide. Não escolhe, nem decide. E ainda sobra a falta de um passado sem futuro. De um meio tempo, de um tempo meu.


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♪ Monte Castelo - Legião Urbana ♫

terça-feira, agosto 12, 2008

i d a d e

Era tão estranho te olhar dentro dos olhos, e ver na minha frente tudo que eu sempre quis. Você era diferente dos caras de vinte anos. Talvez diferente pra melhor, ou pra pior, difícil demais para que minha cabeça pouco inteligente decifre. Eu, pouco demais para fazer diferença na sua vida, complicada demais para ser entendida, jovem demais para lhe dizer eu te amo.



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♪ Closer - The Corrs ♫

segunda-feira, julho 21, 2008

Recanto de desejos

... Essa coisa de estar tão perto e tão longe ...

Não me faz muito bem ...


Antes de qualquer comentário, sim, o texto é antigo.

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Pensando nas tardes frias
Que me fez passar sem teu amor
Pensando no sorriso cínico
Que saia dos teus lábios e me fervia o sangue
Pensando nas carícias sem amor
E nas frases que não terão perdão
Vendo-me cair, aos prantos
Meus gritos ecoam aos quatro cantos.

Queria que nas tardes de tormentos
Meus gritos surdassem teus ouvidos insanos
E fossem capazes de mudar
O ser – humano podre que você é
Queria que as lágrimas que saem de mim
Tocassem-lhe, só uma vez
E meu mundo parasse onde está
Que um adeus de vez me fizesse bem
Queria o impossível...
O seu amor.


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Ouvir o silêncio, também faz bem.

domingo, julho 13, 2008

"..."

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"Solução é a solidão de nós.
Deixe eu me livrar das minhas marcas;
Deixe eu me lembrar de criar asas."

Ela tem asas de anjo ou beija-flor?
Ela tem asas?

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"..." - O Teatro Mágico.

Sensibilidade

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Eu que sonhei por tanto tempo em ser livre...Me prenda em seus braços... é o que eu te peço..."

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Sensível, sempre fui. Sempre sofrendo mais que os outros pelos corpos de vidro quebrados, pelos atrasos, pelos amores. O corte não era meu, o atraso também não, e os amores...ah, os amores! Talvez os cortes fossem mais fáceis e mais reais mesmo não sendo meus. Acontecia como um ritual. Dóia sempre, mas nunca brotavam lágrimas. Brotava um tristeza, óbvia, visível, forte. E depois, uma fala prgramada: "Ela sabe se virar". E sabia, sempre soube e ainda sei. Ainda tenho a mesma mania de saber terminar. De saber seguir em frente. De não ter medo. E me parece que agora, eu estou no meio de mais um ritual. Meio, não é mais o começo, e está longe de terminar. Coração acelerado, sorrisos bobos. Vontade, vácuo.

♪ Um Edifício No Meio Do Mundo - Ana Carolina ♫

segunda-feira, julho 07, 2008

Criar asas.

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Desde aquele dia... Meio fora de área.


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Essa é a reciprocidade. A reciprocidade que eu quis... Do mesmo jeito. Assim como vai, há alguns dias, ela veio. Pelo menos eu achava. Achava que sentia muito pouco. Achava que sentia o pouco que me declarou. Achava que sabia separar o possível do impossível. Mas não sei. Estou morrendo de amores, por alguém que poderia estar mais perto. E se estivesse? O que seria de mim? De nós? Existiria um ''nós''? Eu não sei esconder a euforia que me toma ao perceber que talvez essa resposta pudesse ser positiva. Eu queria ter aquele dia todos os dias, queria ter alguém muito mais perto. Confessar-lhe ao pé do ouvido tudo o que pensei, lhe dizer que não me importaria de não ter sol na manhã seguinte, se soubesse que teria ao meu lado o brilho do olhar mais bonito que já vi. Sussurrar baixinho um ''eu te amo''. Beijar-lhe os lábios e sentir o gosto doce de amor correspondido. E eu não precisaria mais fazer poesia, pois a minha vida por si só seria gostosa como a leitura de um poema. E todas as vezes em que sonho com tudo isso percebo o quanto esse sentimento cresceu, como invade os meus poros mais e mais a cada dia. Percebo o quanto continuo presa a esse platonismo. De tudo, eu só queria realidade.



♪ Eu Quero Sempre Mais - Ira! e Pitty ♫

sexta-feira, julho 04, 2008

tic tac, tic tac, tic tac...



Os dias cheiram a medo
Medo de estar realmente perdida no teu sorriso
Viro a cara, escondo, esqueço.
E sua imagem parece mesmo me fugir da memória
Mas se chego perto,
Se ouço a sua voz, a sinto vibrar dentro de mim.
Me permito jogar o seu jogo
Acompanho o teu sorriso, também rindo
Mas meu sorriso expressa muito mais que uma nova amizade
Nossos olhares se encontram, e sinto calafrios
Para você, o olhar de uma menina pouco importante
Para mim o olhar de alguém que tem me roubado os dias
Me pergunto se não percebe a força que há no meu abraço
A vontade, o desejo de que sinta também
A euforia que sinto quando nossos corpos se tocam.
Mas minhas poucas palavras ainda impedem uma aproximação
Talvez seja melhor mesmo calar,
Para não falar demais.





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♪ Soprano - O Teatro Mágico

- Contraditória -




Não sussurre, não abrace
Não provoque
Quero distância de tudo que pode ser você
Não quero lembrar os teus olhos
Não preciso ouvir as suas músicas
Eu só quero estar distante
Eu só quero não querer

Eu não quero sentir calafrios ao ouvir a sua voz<
Não quero teu corpo junto ao meu
Não quero teus lábios sorrindo provocantes
Eu não preciso dividir,
Amar, ou viver você.
Eu só preciso não precisar.

♪ Vai Embora - Angela Rô Rô ♫

quarta-feira, julho 02, 2008

'



Iria só até o fim, daria tudo e mais um pouco de mim.


Ela está sentada, em frente aos livros, tentando esvaziar a dor. Está confusa, não sonha mais, nunca teve sonhos. Ela não é sexy, está fora de padrão. Usa lápis pra esconder as lágrimas. Ultimamente, tem dito mil adoros para um amo. Ela tem medo do amor, medo de não amar mais, medo do que se tornou. Medo da linha fina entre amor e ódio, tem medo das notas baixas, da sua estranheza, sua esquisitice. Ela tem medo das vozes à noite, elas são as mesmas do dia, mas estão juntas, próximas, e em poucos segundos... Ela está caída no chão.


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♪ Surfando Karmas e DNA - Engenheiros de Hawaii ♫

terça-feira, julho 01, 2008

Aviso - Catedral



Não, garota anda devagar

Quem tem medo pode dizer não
A tudo que existirá na face louca
Do teu ser que tem fome
E vê a indecisão
E crê que ja era e foje sem pedir.
Não destrói a mola da paixão
Não desperte o sentimento em vão
Não garota anda devagar
(...)
Te fere e você nao vê
Que a distância nao é a melhor opção
O amor mora ao lado
Basta seguir o coração
Não destrói a mola da paixão
Não desperta o sentimento em vão.

.

-

Sabe, eu não sei falar sobre isso. Posso pedir um abraço?
''Sonho é uma coisa que fica [só] dentro do travesseiro''
Parecia tão real...


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♪ Ela e o Castelo - Catedral ♫

sexta-feira, junho 27, 2008

A matemática das idades

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Suas mãos tremeram ao receber aquela carta, não olhou para o rosto do rapaz, não havia sentido, nem motivos para olhar, àqueles olhos lhe diriam o que ela sempre soube, mas nunca quis acreditar, não havia o que dizer, mas sem levantar os olhos, disse-lhe:
- Adeus
E ele, quase sem ouvir o que ela disse, mas deduzindo sem muito esforço, disse-lhe:
- Adeus, minha querida, seja feliz, é tudo o que eu mais quero.
A garota não falou, estava engasgada em lágrimas e não queria chorar ali, ele virou as costas e saiu. Ela sentou-se.
Agora, desciam-lhe as lágrimas que por pouco não haviam descido antes, já sem medo de ser vista, não se movia para esconder o rosto, apenas chorava. Olhou para a carta, abriu-a.
Viu, mais uma vez, impressas as letras firmes do rapaz, mas dessa vez, não viria uma declaração de amor, mas o termino do amor, amor que ela havia sentido não há muito tempo, mas com muita força.
Cada palavra escrita parecia cortar-lhe por dentro, e seu corpo, sangrando, não se movia, apenas chorava.
De repente, uma mão pesada, mas macia, tocou-lhe o ombro: Era ele!
Mas o que ele queria? Rir de suas lágrimas? Ela olhou fixamente para seus olhos e ele, gaguejando um pouco, mas com coragem, disse-lhe:
- Minha menina, eu pensei muito e descobri que a matemática das idades é difícil, mas nós não precisamos resolvê-la, não vivo sem você e quero viver o nosso amor até o fim.
Ela olhou para ele, ele enxugou suas lágrimas, os lábios do rapaz estavam prontos para descer aos seus, os dela, estavam entreabertos, receptivos, fechou os olhos lentamente, beijaram-se, e seus corpos, juntos, pareciam um só... E pouco importava a idade que esse corpo tinha.
Idades muitos distantes, não é? Mas um amor tão próximo, tão intenso, tão imenso amor...




♪ Um Amor Puro - Djavan ♫

domingo, junho 15, 2008

: Estrange (Como eu quero) :



estilo do texto: desabafo

Eu sinto tantas coisas diferentes hoje, é uma estranhesa pacífica, mas que incomoda. Ouço uma seleção de músicas não escolhidas e cada uma me lembra algo, me desperta sensações diferentes. Algumas lembram do que não aconteceu, mas outras [e essas me incomodam bem mais], lembram do que não acontece. Outras lembram o que me ferveu o sangue, o que foi, o que é. É um misto de sentimentos. Confesso que senti-los não é bom, não hoje, não agora. Porque hoje eu não queria sentir. Eu não quero me encantar, não quero permanecer no vácuo que soaria esse encanto. Por outro lado, também não posso concretizar o que preenche. E não quero relembrar. Quero amar o sol, as manhãs. Quero sentir soar muito mais que palavras fáceis em meus ouvidos. Eu quero respirar. Quero viver por mim. Viver sozinha, andar com os meus próprios pés. Eu não quero assustar, enlouquecer e nem fazer ninguém chorar. Eu quero poesia, música, estilo, cultura. Quero encanto, sim. Mas não um encanto compromissado. Quero um encanto por encantar. Quero beijar amigos. Quero ouvir a minha música predileta. Cantar no chuveiro . Rir de piada sem-graça. Cair no sono . Ouvir alguém dizer que sou intensa. Me libertar dessas idéias de diversão tão clichês. É, me libertar.

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♪ Dê Um Rolê - Roberta Sá

domingo, junho 08, 2008

- Fim de tarde de outono


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O sol já se esconde, já não é tarde
A noite já presente, se firma realmente agora
As folhas caem das árvores, anunciando a chegada do outono
E você está aqui mais uma vez.
Meus olhos vibram a cada passo seu
Passo a sentir necessidade do seu olhar curioso
Sentir você, mergulhar no teu abraço
Ver se justificar algo que chega a extasiar por sua doçura
Logo após, trocar as mais perfeitas juras de amor
Sentir-me embalada pela tua pele quente
Esquecer as barreiras desse sentimento
Destilar da essência do querer
As mãos destacam movimentos involuntariamente doces
Que desejam penetrar o sulficiente para te fazer sentir algo com tamanha perfeição
Desejo navegar nas curvas do teu corpo
Acompanhar o deitar do teu cabelo nos meus ombros
Firmar em séculos a certeza de nada mais quererAlém de sentir, amar e viver você .

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♪ O Último Anjo - Isabella Taviani ♫

sábado, junho 07, 2008

Sobra tanta falta .

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Nós habitávamos os céus, e mesmo assim lutavámos para subir. Caimos feio, e nos machucamos por estarmos longe demais para um abraço. Cada ferida dói hoje, como carne viva de uma ferida recente, profunda e interminável. Imploramos por um pedacinho do céu . Sem vce nada faz sentido, se sorrio, sorrio com os lábios, pois minha alma deseja estar contigo. Nada me diverte mais, sua companhia era meu refúgio de diversão. As lágrimas que inundam meu rosto, e que não sessarão essa noite, ou esses dias, justicam a falta que vce me faz. Eu sempre dizia que um dia eu iria embora de Tucano, e isso me parecia fácil, bom... e longe. Mas de repente fui pega de surpresa, e tudo mudou de maneira brusca. Minhas manhãs, minhas tardes, minhas noites. Foi aí que percebi o quanto mudar de cidade pode confundir e intimidar. Confesso que tenho medo, medo de ser esquecida, medo de não ser importante, de não ser mais a mamãe do quarteto, medo de que não me peçam conselhos. E sabe o que dói? O que dói é não me sentar no passeio do ist esperando você chegar, não ouvir a sirene, não escrever no intervalo. O que dói é não pegar o mesmo ônibus, o que dói é não gritar 'beeeell' na janela da sua casa. O que dói é não cochichar besteiras nas madrugadas dos fins de semana. O que dói é não ligar o seu pc pra ouvir TM ou Taviani. O que dói é não comer presunto com biscoito. O que dói, é não ter ninguém pra me abraçar como você, pra dividir os meus segredos.O que dói é saber que minha rotina mudou completamente, e para sempre. Não viver momentos únicos, que vão passar enquanto vce estiver aí e eu aqui.





Eu te amo Isabella, e não imaginei que essa saudade pudesse doer tanto. És essencial pra mim, de maneira mais forte do que achei ser. És a minha paz, meu céu, meu oxigênio . E será sempre. Cuide-se, como vce sempre cuidou de mim, e estará bem.

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♪ Lanterna Dos Afogados - Cássia Eller

sexta-feira, junho 06, 2008

[?]

"desaposentando" .


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Canto, pois chegara a hora de cantar.
A lua levanta dourada
Ri-se de mim, do meu canto sofrido
Leviana lua, que agora, banha em outro canto olhos que se entregam
Amor que não é meu
Morre em mim qualquer orgulho
Almejo apenas estar contigo
Repleta desse platonismo assoberbado
Íntima desse doce desespero
Amante, pedinte, insaciável
De longe, naufragam em lágrimas os olhos meus
Errôneos, ilegais, desejosos
Sem notá-los, os teus sorriem, envolvem
Omissos, em tua face cor de pêssego
Unem água, fogo, terra, ar... Esplendor
Sabeis de mim, estes olhos?
Alcançara os meus na penumbra que envolve nossos corpos?
Canto, ainda
Agora, ao raiar do sol
Ramifico versos perdidos em dó
Notaste como meu canto vibra ao seu balançar?
Inútil falar-te sobre querer
Escolher-te, é por muito,
Luxo não permitido ao meu pobre violão.

-


And I die when you mention his name
And I lied, I should have kissed you
When we were runnin' in the rain
What am I darlin'?
A whisper in your ear?
A piece of your cake?
What am I, darlin?

♪ Cheers Darlin' - Damien Rice ♫

quinta-feira, maio 29, 2008

Desabafo .

Eu queria ser a sua garota favorita. Eu queria que o jeito como me visto fosse o seu estilo favorito. Eu queria que o meu sorriso lhe fizesse bem. Eu queria que você segurasse a minha mão quando eu estivesse chateada. Eu queria que você precisasse de mim. Eu queria que sem mim o seu coração se partisse. Eu queria ser a última coisa em que você pensasse antes de dormir. Eu queria que você esperasse com ânsia pela minha chegada. Eu queria que ser a primeira coisa em que você pensasse ao acordar. Eu queria que seus olhos desejassem cruzar com os meus. Eu queria simplesmente, que você me amasse.

Você é a minha garota fovorita. O jeito como se veste é o meu estilo favorito. O seu sorriso me faz bem. Eu segurarei a sua mão sempre que estiver chateada. Eu preciso de você. Sem você, sinto meu coração partir. É a última coisa que penso antes de dormir. Todos os dias, espero com ânsia pela sua chegada. Você é a primeira coisa que penso ao acordar. Meus olhos só desejam cruzar com os seus . Eu te amo .

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♪ Minha flor, meu bebê - Cazuza ♫

domingo, maio 25, 2008

É um pouco como fome



Às dez e dez, todos os dias, ela ouve um som que soa triste aos seus ouvidos. Programa passos, se senta em qualquer cantinho, acompanhada de fones, papel e caneta. Às vezes, derrama algumas lágrimas não-publicadas. Quase nunca levanta o olhar, mas se o fizesse, veria olhos de águia... E até alguma tentativa de aproximação. Mas ela não sabe. Não é explícita, nunca foi, e estar em novos lugares lhe causa calafrios intensos. Se fechar os olhos, ainda consegue sentir alguns abraços e algumas vozes que conhece bem, ainda pode lembrar de quando ela firmava diálogos, de quando gargalhava acompanhada de MPB tocando, não nos fones, mas para elas. Se lembra de quando descia a rampa e ouvia seu nome algumas vezes. Se lembra das fotos que ela não tirou e do barulho dos flashes que à surpreendia. Um pouco mais, e ela se sente jornalista, e tagarela no meio da aula. Lembra do amarelo de todos os dias. Depois ela lembra a pipoca, o brigadeiro, as fofocas. Lembra aos 13, lembra vôlei, lembra clube. Reggae . Desabafo. Lembra principalmente IST, PIMENAF, QUARTETO. Recorda um Teatro ... Mágico ! E sente vontade de voltar e reviver alguns momentos únicos ali, onde ela era criança, adolescente e adulta, numa fração mínima de segundos. É, quem dera poder juntar tudo numa coisa só.
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♪ O Tudo É Uma Coisa Só - O Teatro Mágico ♫

sexta-feira, maio 16, 2008

Precoce.



Sabe quando você se sente num eterno deja vú? Quando seus dias parecem iguais, mesmo quando você foge da rotina? Então, é bem assim quem estou me sentindo hoje. Continuo sendo a mesma maria-caladinha de sempre, a mesma menina anti-social. Ainda vivo aqueles mesmos amores platônicos. Ainda me acho uma idiota que mete os pés pelas mãos e parece ter 3 anos toda vez em que deixa escapar 'um eu te amo'. Ainda brinco com a minha idade fingindo que não me dói perceber o muro que ela sobrepõe por ser tão pouca. Ainda faço aquelas mil encenações para não parecer magoada com as brincadeirinhas de todos os dias, os puxões na bochecha ou os apelidinhos 'fofos'. Mas principalmente, ainda continuo ouvindo 'ah, o problema não é você'. É, não, o problema é ter nascido em 1993, num 13 de novembro que tinha tudo para ser uma sexta.


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♪ 3X4 - Engenheiros de Hawaii ♫