sábado, abril 05, 2008

Amor imundo

Amor, de minha parte limpa
E de sua imunda
Amor que dilacera dos poros
E entreabraça a dor
Amor que no por vir da alma
Tende a esconder-se da coragem
Tendo então o sofrimento
Que me tateia, sorri, e nomeia
Esconde e inebria
Aquele que amou-me por um segundo
E o próprio amor não pôde explicar
Sendo então criatura mais sublime
De um verso: Rime!
Da criatura mais pura e bela
E um coração, que por sua vez dilacera
Tendo posto o amor e o ódio
Crente da beleza do amor
E febril por desamor
Toca-me,abraça e tateia
Não vês? Estou aí em suas veias
Vamos, cante ao amor
E de teu canto e de teu pranto
Morro...
Morro de amores.

♪ Eu Te Amo - Chico Buarque ♫

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