sexta-feira, abril 04, 2008

Sentido Contrário

Cai a noite e a saudade parece vir com ela. As lágrimas inundam os lençóis da cama, no quarto pouco iluminado e quase sombrio, só há luz nas frechas pequeninas da janela, luz que se dieta em cada parte lá fora, num beijo místico. E aqui, não há beijo, não há sono, só saudade. As estrelas reluzem na escuridão, e convidam para viagens ao céu, mas tudo agora parece terreno demais. O tempo não passa, parece congelado como minhas mãos imóveis, não pelo frio pela chuva, mas pelas horas e horas futuras já perdidas. O frio externo quase nem se nota, já o interno... Chega a machucar, faz carne viva de feridas cicatrizadas, causa calafrios. Na minha boca o gosto amargo do desespero sufocado, a língua aponta dormências leves, pois agora não há outra para enlaçar, não há corpo algum sobre o meu, só um vento gelado, que me arrepia os pêlos, só o quarto vazio, o tempo parado, e uma saudade sufocante.






[...] 'Quem dera pequenina lua, pudesse ser minha outra vez e abençoasse dois amantes de corações afaveis, iguais em fervilha. Em louvor ricíproco e incaculável... Levado por um beijo amargo de escuridão'


♪ Bandeira - Zeca Baleiro ♫

Um comentário:

Maah disse...

O.O ...
- Como sempre surpreendida por tuas palavras confusas e difusas.
[n entenda oq é difusa]

- Interessante a parte do frio interno e externo x)

- Da pra notar como se sente . e eu lamento por isso .

- De qualker forma eu adorei a poesia... [pelo menos essa eu entendi um pouco =DDDD~ \o/³³³]

~» Maah .