segunda-feira, abril 28, 2008

Deja vu.



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Pronto, perco-me novamente aqui, ponto chave do meu desalento. Sinto-me sempre parte do que fui, incapaz de manter novas certezas, cravar novas imagens. Todo esboço de mim é vertigem de um só dia. É impossível dizer que o tempo não passou, mesmo destilando cada milésimo do que se foi, cada segundo que pareceu perdurar séculos, desisto da minha batalha interior com o tempo. E percebo que por mais longas que sejam as horas, elas passam. Mas aquele onze de setembro se projeta todos os dias. É como se o torpor se repetisse, o ar faltasse, é como se de novo não acompanhasse o perdão que parece tão difícil de ser recebido. Caminho todos os dias pelos mesmos lugares, quebro um sorriso de canto que ameniza a estranheza dos meus olhos escuros. Vivo dias iguais.


♪ 1º julho -Legião Urbana ♫

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