quinta-feira, maio 29, 2008

Desabafo .

Eu queria ser a sua garota favorita. Eu queria que o jeito como me visto fosse o seu estilo favorito. Eu queria que o meu sorriso lhe fizesse bem. Eu queria que você segurasse a minha mão quando eu estivesse chateada. Eu queria que você precisasse de mim. Eu queria que sem mim o seu coração se partisse. Eu queria ser a última coisa em que você pensasse antes de dormir. Eu queria que você esperasse com ânsia pela minha chegada. Eu queria que ser a primeira coisa em que você pensasse ao acordar. Eu queria que seus olhos desejassem cruzar com os meus. Eu queria simplesmente, que você me amasse.

Você é a minha garota fovorita. O jeito como se veste é o meu estilo favorito. O seu sorriso me faz bem. Eu segurarei a sua mão sempre que estiver chateada. Eu preciso de você. Sem você, sinto meu coração partir. É a última coisa que penso antes de dormir. Todos os dias, espero com ânsia pela sua chegada. Você é a primeira coisa que penso ao acordar. Meus olhos só desejam cruzar com os seus . Eu te amo .

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♪ Minha flor, meu bebê - Cazuza ♫

domingo, maio 25, 2008

É um pouco como fome



Às dez e dez, todos os dias, ela ouve um som que soa triste aos seus ouvidos. Programa passos, se senta em qualquer cantinho, acompanhada de fones, papel e caneta. Às vezes, derrama algumas lágrimas não-publicadas. Quase nunca levanta o olhar, mas se o fizesse, veria olhos de águia... E até alguma tentativa de aproximação. Mas ela não sabe. Não é explícita, nunca foi, e estar em novos lugares lhe causa calafrios intensos. Se fechar os olhos, ainda consegue sentir alguns abraços e algumas vozes que conhece bem, ainda pode lembrar de quando ela firmava diálogos, de quando gargalhava acompanhada de MPB tocando, não nos fones, mas para elas. Se lembra de quando descia a rampa e ouvia seu nome algumas vezes. Se lembra das fotos que ela não tirou e do barulho dos flashes que à surpreendia. Um pouco mais, e ela se sente jornalista, e tagarela no meio da aula. Lembra do amarelo de todos os dias. Depois ela lembra a pipoca, o brigadeiro, as fofocas. Lembra aos 13, lembra vôlei, lembra clube. Reggae . Desabafo. Lembra principalmente IST, PIMENAF, QUARTETO. Recorda um Teatro ... Mágico ! E sente vontade de voltar e reviver alguns momentos únicos ali, onde ela era criança, adolescente e adulta, numa fração mínima de segundos. É, quem dera poder juntar tudo numa coisa só.
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♪ O Tudo É Uma Coisa Só - O Teatro Mágico ♫

sexta-feira, maio 16, 2008

Precoce.



Sabe quando você se sente num eterno deja vú? Quando seus dias parecem iguais, mesmo quando você foge da rotina? Então, é bem assim quem estou me sentindo hoje. Continuo sendo a mesma maria-caladinha de sempre, a mesma menina anti-social. Ainda vivo aqueles mesmos amores platônicos. Ainda me acho uma idiota que mete os pés pelas mãos e parece ter 3 anos toda vez em que deixa escapar 'um eu te amo'. Ainda brinco com a minha idade fingindo que não me dói perceber o muro que ela sobrepõe por ser tão pouca. Ainda faço aquelas mil encenações para não parecer magoada com as brincadeirinhas de todos os dias, os puxões na bochecha ou os apelidinhos 'fofos'. Mas principalmente, ainda continuo ouvindo 'ah, o problema não é você'. É, não, o problema é ter nascido em 1993, num 13 de novembro que tinha tudo para ser uma sexta.


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♪ 3X4 - Engenheiros de Hawaii ♫

quarta-feira, maio 14, 2008

Vazio



Marcas na pulsera
Movimento brusco
Vindo da janela
O mundo, o fundo
E o que não se vê.
Todos os cortes
Foram por você.
Celebrando a vaidade
E ganhando com maldade.
No meu mundo
O poço, o fundo
São só parte do desastre

E do forno
Saem nossos biscoitos
Em coração
Mas olha só, meu amor
Eles queimaram
Joge-os no lixo por favor.






♪ Tema de amor - Marisa Monte ♫

domingo, maio 11, 2008

Merda - Por Eva Cidrack

Perdida no platonismo dessa paixão
Ela te imagina, todos os dias
Descobre as tuas cores, sente o teu perfume
Acompanha os teus ritmos

Você repara no que ela veste
Admira a sua atitude
Conhece o que ela ouve
E invade o que ela luta para esconder

Ela lhe faz perguntas bobas
Está bem longe dos vinte e poucos anos
E ainda se confunde com física e matemática

Vocês se encontram diariamente
E cada novo encontro é como pico na artéria
Dolorido, porém, viciante.

De tudo, o que ainda não pôde reparar
É que os olhos dela
Só desejam cruzar com os seus.

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♪ Ache- James Carrington ♫

sexta-feira, maio 09, 2008

Platonismo


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Acordei desejando que não fossem cinco horas da manhã. E não eram. Já passava das sete e quase entrei em pânico até me lembrar de que não iria estudar hoje. Puxei a toalha e tomei um banho rápido. Fazia frio. Sentei-me em frente ao computador e tentei esquecer a chuva. E mais uma vez, eu pensava em alguém. Podia, secretamente, imaginar um romance sem igual, o que levaria muito do meu tempo e me faria esquecer, mas naquele dia eu não tinha acordado bem. E todo aquele sonho amoroso passara a ser dolorido. Eu sufocava meus gritos que podiam por reciprocidade. Via fotos seguidas e me apaixonava ainda mais por aquele sorriso. Desejei ter vinte e poucos anos, desejei ter trinta. Desejei que alguém pudesse ler mais que infanto no meu olhar. Desejei uma troca de olhares. Um sentimento, um abraço, afago, carinho qualquer. Quis que o telefone tocasse para quebrar aquele silêncio, para que eu não pudesse ouvir as vozes dos meus desejos, que eram por muito, proibidos. Desliguei o computador. Deitei-me novamente e dessa vez, desejei ter em sonhos o que a realidade não me permitia.
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♪ Contramão - Isabella Taviani ♫