segunda-feira, julho 07, 2008

Criar asas.

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Desde aquele dia... Meio fora de área.


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Essa é a reciprocidade. A reciprocidade que eu quis... Do mesmo jeito. Assim como vai, há alguns dias, ela veio. Pelo menos eu achava. Achava que sentia muito pouco. Achava que sentia o pouco que me declarou. Achava que sabia separar o possível do impossível. Mas não sei. Estou morrendo de amores, por alguém que poderia estar mais perto. E se estivesse? O que seria de mim? De nós? Existiria um ''nós''? Eu não sei esconder a euforia que me toma ao perceber que talvez essa resposta pudesse ser positiva. Eu queria ter aquele dia todos os dias, queria ter alguém muito mais perto. Confessar-lhe ao pé do ouvido tudo o que pensei, lhe dizer que não me importaria de não ter sol na manhã seguinte, se soubesse que teria ao meu lado o brilho do olhar mais bonito que já vi. Sussurrar baixinho um ''eu te amo''. Beijar-lhe os lábios e sentir o gosto doce de amor correspondido. E eu não precisaria mais fazer poesia, pois a minha vida por si só seria gostosa como a leitura de um poema. E todas as vezes em que sonho com tudo isso percebo o quanto esse sentimento cresceu, como invade os meus poros mais e mais a cada dia. Percebo o quanto continuo presa a esse platonismo. De tudo, eu só queria realidade.



♪ Eu Quero Sempre Mais - Ira! e Pitty ♫

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