quinta-feira, outubro 30, 2008

complexo Isabel.


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"Era tão feio assim aquele rosto? Tão repulsivo que alguém como ele não podia encontrar nada nele que o atraísse? E aquele corpo? estava mesmo gordo? Não tinha aquelas curvas, aquelas saboneteiras, aquela penungem sensível à carícia em sentido contrário, como dizia Vinicius de Moraes? Não seriam atraentes aqueles pequeninos seios que muito bem poderiam ter servido de forma para taças de champanhe?"



[A marca de uma lágrima - Pedro Bandeira]



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Por favor, não me acorde. Não agora, não permita que os meus olhos descubram essa dor outra vez. Deixe-os assim, fechados. Nos meus sonhos ainda nada aconteceu. Acorde-me assim que eu puder sorrir. Quando não houver mais o fantasma desses anos. Por favor, me perdoe as durezas causadoras das lágrimas nos olhos que me tomam agora. Só me acorde, peço, só me acorde, quando puder ouvir o perdão. Acorde-me numa manhã onde eu seja minha, inteiramente. Onde eu seja tão minha a ponto de doar-me.

Dia Que Não Tem Tarde - O Trevisan

Um comentário:

Layana Lossë disse...

dorme bem, neném.
:)