quarta-feira, dezembro 31, 2008

Adeus, 2008. :D

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Eu queria conseguir expressar nesse blog tudo o que me toma agora, mas nem com a quantidade de caracteres da bíblia eu conseguiria. Eu queria dizer que esse ano pesou pra mim, que começou mal, bastante mal, mas terminou muito melhor do que o que eu previa. Que eu errei, e errei feio. E me machuquei muito, além de machucar demais também. Mas aprendi a perdoar e a julgar menos, a viver mais. Que conheci lugares lindos. Que me apaixonei mais ainda pela poesia, pela boa música, pelas escolhas que fiz. Que me decepcionei com pessoas que achei que ficariam pra sempre comigo, e descobri que outras estarão sempre aqui mesmo. Queria dizer que encontrei alguém que me tirou o ar, alguém que me beija da maneira mais linda, alguém pra quem eu não canso de dizer "eu te amo". Mas olha só que tola... Eu, que já machuquei tanto, devia controlar. Devia... Só que não fiz. E agora me bate de novo aquela angústia. A vontade de dizer que nada pode se tornar mais importante que a gente. Não agora. Não depois de ter descoberto tudo isso com você. Você se tornou o que há de mais lindo em mim.

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Eu quero descansar no seu peito...♪

domingo, dezembro 28, 2008

Intenso e chulo

O silêncio que soou aquele abraço, a carícia que não acariciou. O movimento contrário ao de costume. Ah, criança, isso é o fim? É um começo proutros cantos. Os meus olhos leram atentos as palavras cravadas tão contemporâneas. Você leu nos meus olhos o medo? Sentiu na minha pele o fervor que desejei? Ela te beijava como eu? Ela sempre lhe dizia "eu te amo"?Ela te completa, meu amor? Expressão mais chula! ''meu amor''?! Vinte mil vezes cravada em meus ouvidos e hoje tão vulgar, infiel, irreal. Por que você a chamou assim, por quê? Nós ainda somos o que eramos ontem? Não, não somos. Você me falou sobre estar mais tranquilo e sorriu provocante quando os meus olhos pousaram no seu pescoço, no teu corpo farto. Devo dizer que seu bem-estar me machucou? Devo dizer que prefiro os seus instintos à flor da pele? É egoísmo? Que seja! Que seja! Eu sempre quis ser isso mesmo...E quando ela pousava os dedos sobre o teu corpo, você arrepiava como comigo? Você sentia prazer ao dançar sobre o corpo dela como quando dançava sobre o meu? Não, não. Eu sei que ninguém amou como eu a sua presença, ninguém tocou o seu corpo ou lhe fez dizer "Eu amo você" com tanta certeza. Ela foi a garota reserva, e reservas jogam bem, claro que sim. Mas nada substitue uma titular. Incluse no quesito que diz: Reservas não machucam. Titulares sempre roubam a bola, e machucam por falta.



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Accidental Babies - Damien Rice

segunda-feira, dezembro 22, 2008

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• O pedaço do teu corpo que ficou no meu
Agora é vestígio do que eu nem quero
E tudo fede.

Aquilo que perfumou
Por um tempo quase infindo
É fétido, sujo, infiel.

Então eu arranco a sua pele do meu corpo
Enquanto ele sangra
E que sangre!

Que sangre sem lágrimas
Não posso deixar que o familiar gosto salgado
Percorra novamente os meus lábios.

Fique com o seu orgulho
Eu, meu bem,
Fico com outro alguém.

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Fica com o seu inesquecível, tá? Mas me esquece.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Surto.

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[...] Eu chorava, desesperadamente. Pra mim parecia que alguém tinha armado aquilo, não era possível, não fazia sentido algum. Drogas não eram a minha praia. E aquilo em cima da mesa não era um cigarro comum. Eu não tinha o que dizer, não sabia. Só chorava, e chorava muito. Por mais que eu tentasse contrapor, nada adiantaria. Estava ali, pulando sobre os meus olhos, era como se me encarasse. Todo aquele ar de estranhesa durou a noite toda. Enquanto eu me sentia um réu inocente condenado injustamente a prisão perpétua.



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...Surtando...

Quero viver, quero ouvir, quero ver.

Há dias em que eu acordo estranha. E nesses dias em que me sinto meio Alice e digo "Que estranhíssimo, que muito esranhíssimo!", sei que tudo vai pesar. E ontem foi um desses. Foi dia de sentir saudades, dia de chorar um pouco. Dia de contar os dias e chegar no 30º justificando uma ausência, um desprezo. Ontem foi dia de ficar no meio da rua sem dinheiro pra voltar pra casa. Ontem foi dia de reler poemas. Dia de mentir descaradamente. Dia de querer uma tatuagem no pulso. Dia de amar além das forças. Dia de pensar. E foi aí que eu me vi sozinha no meu quarto ouvindo Marisa Monte e pensando, pensando, pensando. E eu pensava no porque de estar ali. As folhas rabiscadas de contas e contas do meu lado justificavam a minha irresponsabilidade. Outras folhas com provas anteriores do Sesc, do Sesi e outras empresas. Por que eu estudava tanto? Pra quê? Eu, que respondi tantas vezes que quero crescer, andar nas ruas e ouvir alguém perguntar "Você é que é a Eva Cidrack?", agora já não vejo mais tanto sentido assim. Eu vou estudar pra trabalhar, trabalhar pra estudar. Ah, não sou isso que tenho feito de mim não. Vejo muito pouco sentido em trabalhar-trabalhar- trabalhar, estudar- estudar- estudar e pra quê? Pra estar cansada no domingo e querer passar o dia em casa? Tenho medo de me tornar alguém assim. Porque não sou. Sou a garota que enche a cara mesmo, que beija quem não pode, que mete os pés pelas mãos, mas se diverte. A que vive, mas que vive muito e vive tudo o que tem pra viver. Eu não sou essa garotinha tom-pastel que estou me tornando. Chega de boas ações. Eu quero felicidade .

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E todos vão falar
Dar nomes pra mim
Votar minha fé
Que eu sou o teu quintal
Se alguém vier falar
Não brigue por mim
Só diga que sou
Um problema seu. ♪

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segunda-feira, dezembro 15, 2008

e eu navego a deriva dos seus beijos.


"Que importa o som da minha voz? É o som do meu coração que deves ouvir"
"E a paixão há de ser como a noite … eterna!"
"- Tenho atá medo de tanta felicidade... Parece que estamos desafiando o mundo.
- Nós vamos vencer o mundo!"
Romance - O Filme.
[Com Vagner Moura e Letícia Sabatella]

sábado, dezembro 13, 2008

Preciso me encontrar.

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"Deixe-me ir, preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar.

Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Quando eu me encontrar.

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer, quero viver." ♪

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sábado, dezembro 06, 2008

Raspas e restos.

Deitei no quarto ao lado do meu para descansar o meu cansaço naquele dia tão conturbado. Pouco depois de um cochilo, senti pesar na cama um corpo poucos centímetros distante do meu. Haveria de ser a dona do quarto, afinal. Fingi não ter acordado, pois sabia que passar a tarde num calor daqueles nos meus aposentos seria pedir a morte. Ouvi algumas fungadas tímidas e procurei não me importar, mas depois ficou impossível não perceber os soluços fortes e o choro doído daquela mulher de meia idade. Chorava por estar sangrando, e por sua culpa. Havia na madrugada anterior, vomitado um embrião de pouco mais de três semanas. Em pouquíssimo tempo, a moça desaguava lágrimas doloridas como as de uma mãe que perde o filho na guerra. Pior, de quem dispara a bala de canhão e vê o pobre desfalecer banhado em sangue. Sangue, sangue, sangue! Havia muito sangue mesmo sobre aquela história. E todas as vezes que ela o visse lembraria da criança que matou. Que tinha olhos, boca, nariz, membros, exatamente como ela. Pensaria no seu coração batendo dentro do corpo que agora estava oco. Pensaria em quantas madrugadas não iria perder ouvindo o choro do menino (ou seria uma menina?). Pensaria no sorriso infantil que não abrilhantará a sua vida. Levantei o olhar para ela, e recebi a notícia de que havia perdido a criança pelas preocupações daqueles dias e só. Eu sabia que não era verdade. Ela sabia. Mas nós fizemos daquela mentira sincera uma verdade perfeita.

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- Faz da mentira seu estandarte. Como se a verdade fosse nada. Como se o seu dia fosse bom -

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Dreaming With a Broken Heart - John Mayer
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"But she's just like a maze
Where all of the walls all continually change
And I've done all I can
To stand on the steps with my heart in my hands
Now I'm starting to see
Maybe it's got nothing to do with me"

terça-feira, dezembro 02, 2008

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Esses novos traçados.

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Sei que hoje estou mais tranquila. Menos insensata, menos indecente. Nostalgica, ainda, mas numa saudade madura. Que nem se quer machuca mais. No fim de tudo, ficou na minha boca o gosto doce do perfume no beijo que estalou firme no seu pescoço. Ficou o calor de um abraço quente. As últimas palavras de amor. Tudo que agora faz parte de um passado sem futuro. E do presente mais perfeito que já ganhei. Agora chega, chega de lembranças. As minhas costumam achar que merecem sempre o hoje. E o hoje está frio demais.

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