quarta-feira, março 04, 2009

Coisas que pareceriam óbvias até pr’uma criança

Amor, eu sinto a sua falta. Incrível que eu ainda sinta. Porque sinceramente, tenho tido vontade de vomitar toda espécie de sentimento. Você some, e espera que eu não sinta necessidade de você, mas se sou eu que sumo, do outro lado você se agita. É medo de perder a presa? Aquela carne boa, mas que não é mais fresca? Medo de perder o seu pra sempre? Desculpe, eu quero o meu agora. Eu quis quase tudo. O vento congelou os meus lábios e devastou o ambiente onde só havia uma pessoa. Sempre eu, sempre. Como num exercito de um homem só, lutava com fôlego de gigante. A guerra acabou e a bandeira branca foi minha. Agora respiro, enquanto você rouba o meu ar pela sua posse. Só por ela, não por amor. Amor, eu sinto, eu respiro, eu enlaço nos meus dedos. E sei que não é o que há aí, do lado esquerdo do seu peito farto, que desejei ter muitas e muitas vezes. Enquanto você renegava com força, destilava as minhas esperanças e surrava as minhas certezas. Eu estanquei o sangue. Não quero, não posso sangrar de novo. Não há tempo de entrar na guerra, estou fora do campo. Ainda que você vista a farda, se arme... Eu não estarei lá. Porque agora eu estou cuidando das minhas seqüelas, agora eu estou pedindo a rego. Valeu a pena matar os medos, quebrar os muros com balas de canhão, valeu a pena mudar os cenários. Mas há homens demais no outro campo. Meus braços estão machucados, cheios de cicatrizes. Minha boca está seca. Meu corpo pede leveza, livros e boa música. Eu não quis desistir, juro que não. Só não há mais motivos pra lutar diante da sua falta de vontade. Eu ainda te amo, mas estou indo.

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“Quem sabe eu volte cedo,
ou não volte mais..."

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