quarta-feira, junho 17, 2009

Tempo, tempo, tempo ... [Geminiano!]

Eu passei o dia todo pensando no que te dizer hoje, o dia está acabando e eu ainda não sei. Eu precisava dizer algo que traduzisse tudo o que te desejo, mas não consigo. As palavras sempre me fogem ao falar com você, porque é tudo tão frágil, sabe? Acho que as lembranças são meio como os cristais. E as de muito tempo, então... Aí é que a gente deve ter cuidado pra não quebrar, pra não jogar fora, não deixar perder a cor, o brilho. Por favor, (deve ser super antiético fazer pedidos ao aniversariante! rs), não deixe que o nosso cristal quebre. Ele levou tanto tempo escondido no fundo de mim, que agora que você o pôs pra fora não dá pra voltar. E caso eu tente, vai doer muito. Imagine ter que atravessar muitos espaços, com força, pra que o cristal volte e se esconda, achando que nunca deveria ter saído? Não é bom, não é. Eu quero você por perto. Das poucas coisas que sei sobre a minha relação com você, essa é uma concreta. É estranho dizer isso, mas você é como um porto, onde sei que posso repousar.
Talvez eu não tenha repousado ainda por medo, ou pela minha eterna mania de sondar os terrenos pra verificar se não há armadilhas. Eu sei que você não é uma, mas ainda assim, não deixo de me segurar em alguns momentos. Acho que não sei “pular de cabeça” em situação alguma. Mas olha só, eu vim te dar os parabéns e já comecei a falar de mim, que egoísta! Então, Eduardo, é isso. Eu te desejo felicidade, e (completando a idéia de egoísmo do recado), não a desejo independente da sua presença, eu quero que você seja feliz estando por perto. Não se distancie, não. Não vá embora de fora de mim, porque de dentro eu já não sei se posso expulsar. Fique mais, mate a saudade, volte no tempo, ou construa nesse tempo o que o passado te proporcionou de bom. Seja muito, muito feliz.

(e eu não sei em que horas dizer, me dá um medo! É que eu preciso dizer que...)

Eu te amo.

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