sexta-feira, julho 03, 2009

Agora eu sei.

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'-E que depressão era aquela?
- Pois é... Teve uma hora que eu acho que ele tava chorando.'

Meu sangue pulsou como que por programação. Foi estranho demais para os novos tempos, mas sem querer, eu estava preocupada com a água que possivelmente havia passeado sobre as lentes que cobriam os olhos claros. Me peguei pensando, armando, imaginando, sonhando. É, ilusão achar que eu havia me desfeito desse velho vício. Me pus a montar peças do quebra-cabeças que outrora encaixotei gritando que nunca mais sairia e me faria chorar. Mas as lágrimas não eram minhas, a tristeza não é minha. E eu queria descobrir se há algo de mim nisso tudo, ou simplesmente não pensar. Talvez eu já nem pense, e nem tenha tempo disso enquanto o alcool pulsa dentro da minha cabeça e faz as coisas parecerem leves, ou enquanto o meu sangue ferve dentro de algum ambiente fechado. Quando a cabeça deita no travesseiro é que me vem os devaneios. Só que há sonhos... Há sonhos que não podem ser.

'Não precisa mais sonhar(...)Assim como você a noite ainda é uma criança que vai amanhecer...Vou levar você pras estrelas do céu. (...)Se você chorar, vou te entender'

Eu te quero bem, ainda que não possa querer também.

Me deixe te ajudar, te abraçar até toda a dor ir embora.

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