sexta-feira, julho 03, 2009

É como a festa vir depois da festa

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'O louco que ainda me resta Só quis te levar pra a festa
Você me amou de um jeito tão aflito'


O ser humano é mesmo uma incognita. Quando não tinha, eu esperava qualquer coisa, uma migalha, o cheiro de longe, risbiscos numa carta amarrotada, o toque efêmero. E agora que tenho as mãos ávidas percorrendo o meu corpo, quero muito mais. Porque em 5 minutos eu não consigo saciar a vontade que venho acumulando disso tudo. Porque pra sempre tem que ser todo dia, toda hora, o tempo todo. Mas não, não pense que vou te prender, não é do meu feitio gostar de incomodar. Dê asas ao seu ascendente que só deseja voar e a popularidade do seu signo enquanto eu espero que você volte e me puxe, que me beije com vontade por cinco minutos e saia como se nada tivesse acontecido. Eu devo estar sendo ingrata, não é? Eu devo estar cobrando demais de você. Esqueçamos a minha vontade, e eu me moudo à vassalagem insuportável de escorpião, esquecendo o fervor e má fama. Compro um cinto de castidade pra tirar por alguns minutos, mas eu ponho depois, você não precisa regular.


'É como a chuva doida na floresta
É como a festa vir depois da festa

É como o gozo vir depois do amor

Ai! E agora quem me diz?'



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