sábado, agosto 29, 2009

Tanto amor em mim, em ti...

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...nem tanto.
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?rl=cpp&cmm=11907827

'...Ah, que bom seria
Se eu pudesse te abraçar
Beijar, sentir.
(...)
Eu sei te amar
Como ninguém mais.
Ninguém mais

Como ninguém jamais
Te amou
Ninguém jamais te amou
Como eu.'

Tão rara, tão rara...


- Meu amor, a vida passa num instante, e um instante é muito pouco pra sonhar. -

É louco perceber como a vida é vaga. Como o nosso tempo de vida, nosso 'espaço nesse espaço' pode durar 100 anos ou 100 dias. Um rapaz, trinta e poucos anos, uma vida. A morte. Ele não esperava, ninguém esperava. Morreu. Foi encaixotado por um carro de passeio pra mais tarde ser encaixotado noutra caixa, pra nunca mais. Talvez tivesse acordado um dia antes sorrindo. Talvez tivesse entrado na internet, tomado umas cervejas, falado algumas besteiras. E agora não está mais entre nós. Uma pancada forte no asfalto, o suficiente para acabar com tudo. É num instante só que as coisas deixam de contar. "Para morrer basta estar vivo", já diz a bisavó sentada na cadeirinha de balanço, gozando da esperteza mesmo com alguns muitos anos nos ombros. Pode ser assim, pode não ser. Presos ao comodismo ou ao medo, temos a tendência a achar que somos imortais e deixamos uma parte de cada sonho pra depois. Um bocadinho de sonho dali, outro de lá... e no final nos contentamos com quase nada, com 'depois eu faço', com 'amanhã deve rolar'. A vida é escassa, baby. Dá medo de piscar os olhos e já não estar aqui. Até porque, o próprio tempo é ralativo demais. E se tudo acabar amanhã? Onde vai parar o grande amor que você não declarou? Pra onde vai o seu sonho de ser ator? E se amanhã não puder mais olhar o sol e dizer 'Eu estou vivo!', onde vai parar aquela vontade de aprender inglês, de tocar violão, de namorar às escondidas? Pra onde vai aquele desejo secreto de transar na chuva? Pruma caixa. Tudo, tudo pode morrer de repetente, no tempo de um beliscão. Se você quer saber, eu acho que o segredo é mesmo se molhar. Morder os lábios, arder de vontade, fazer, VIVER. Enquanto se pode.

sexta-feira, agosto 28, 2009

Eu quero.

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O que eu posso dizer?
... Foi maravilhosamente perfeito.
A manhã ainda passava nítida sobre a mente dela, fazendo da face rubra e dos olhos pérola.

'...Transfere pro meu corpo
Seus sentidos
Pra eu sentir
A sua dor, os seus gemidos
E entender porque
Quero você.
Não quero seu suor
Quero seus poros
Na minha pele
Explodindo de calor...'

quarta-feira, agosto 26, 2009

Devaneando.




Minhas segundas, terceiras, quartas intenções se abrigam em mim como hospedes que não desejam ir embora. Me fazendo permanecer na ideia de não ser eu, mas outra. Só que a ainda assim sou a mesma. Entregue a desordem e a desventura das minhas vontades. Faço quase tudo para que sobre o nosso tempo, com malícia de quem organiza os passos secretamente. E se tenho como resposta beijos pouco longos já nem ligo. Eu quero é estar contigo e perder o ar.

sábado, agosto 22, 2009

Ter, mas não dar.

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Confesso acordei achando tudo indiferente (...) Não vou mentir, nem tudo que falei sou capaz. (...) Eu já roubei demais.



Sente o céu, e esse luar que eu quero ver no teu olhar.

Sorria, por favor. Tenha esperança.


Hoje eu me prendi a analizar os sonhos. Percebi que falo, falo, falo... mas eu mesma estou presa a inercia dos meus sonhos não-sonhados, não-realizados, não-vividos. Como eu tenho recuado, dado a volta nos caminhos que me chamam atenção, como eu tenho dito a mim mesma que não vale a pena! tenho esperado que alguém me chacoalhe e me faça permanecer viva. Isso acontece de vez em quando, então, minhas veias acostumadas a agitação correm rápido, e meu coração pulsa insistentemente, pois eles sabem que em pouco tempo todo volta ao normal. Eu ouço dizerem 'eu fico de platéia assistindo seu espetáculo', mas eu não inceno mais nada. Não subo ao palco, me misturo com ao público. Não é mais como antes, em que eu saltitava no palco e descia para convidar alguém que tinha os olhos brilhando de adimiração. Ou não, ou não. Por menos brilho que houvesse, eu ia lá, convidava, desafiava. Propunha a mim mesma um novo espetáculo. Agora eu participo de platéia da minha própria peça, o palco é vazio e escuro. E eu controlo a vontade dos meus pés de correr e incenar todos os sonhos. Acho que aprendi o quesito 'controle' da lição sobre normalidade, e vou conseguir por mais um pouco, juro que vou.

quarta-feira, agosto 12, 2009

A poesia prevalece

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Me desejaram um carinho tácito. Eu sou do explícito. Mas por ser carinho, é maravilhosamente bom. Eu gosto da cor e da magia desse outro mundo, dessa outra vida.

E eu quero isso pra mim, sim!

sábado, agosto 08, 2009

Sentir os espinhos


'Sonhei que não fazia o menor esforço para que te entregasses, em ti já estava imerso. Que lindo que é sonhar!'


Eu tinha mil coisas pra te contar.
Mil planos pra fazer. Mil presentes para dar.
Eu tinha mil truques pra te enlouquecer.
Mil frases bobas pra te fazer sorrir.
Mil sonhos para dividir.
Eu tinha mil mensagens para mandar.
Mil poemas para ler.
Mil desenhos para mostrar.
E uma noite inteira para guardar prum dia em que não haja folia para preferir.


'Você não repare no que possa parecer...'

sexta-feira, agosto 07, 2009

quinta-feira, agosto 06, 2009

quarta-feira, agosto 05, 2009

Para sempre (não) é todo dia.

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Isabella: Ui, se internem! Vocês deveriam se trancar numa casa, sem mais ninguém.
Eva: Quem dera...
Isabella: Ãh? Sério?
Eva: Ehr... Vou escovar os dentes.

(...)

Isabella: Sério mesmo que você ficaria na casa?
Eva: Não...
Isabella: Mesmo?
Eva: Ah, ficaria sim. Mas eu não quero adimitir pra mim isso, não posso ser submissa desse jeito e achar que a minha vida gira em torno de uma pessoa só.
Isabella: Seria suficiente?
Eva: Eu não preciso de mais ninguém.

'só com algumas palavras, você tem o poder de alterar minha fome, meu sono, minha auto-estima... e a minha felicidade'

domingo, agosto 02, 2009

better away.

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Escorreram pelo meu rosto, devagarinho. Enquanto crescia uma dor fina, que perfurava toda a resistência que eu havia traçado todos esses dias. Aquela vontade de correr daqui surgiu de novo, e eu me vi num misto de raiva e desespero, como que estando presa numa gaiola suja. Eu só quero ser como todo mundo, estar com todo mundo, VIVER como todo mundo. Eu quero a minha vida pra mim, me exilar dessa sua super proteção sufocante. Do outro lado a sua voz reclama da minha ingratidão, da minha suposta vontade de lhe matar. Eu quero te matar por querer ser feliz? Você me disse mais um não, enquanto todos estão lá e receberam um sim. Todos estão, todos os dias. É você quem me desenha diferente e depois reclama. Eu só queria respirar, pra não ter que puxar o ar no intervalo entre um soluço e outro, e sentir meu rosto queimando em brasa. Só queria mudar o seu ângulo, pelo menos, já que o foco não dá pra mudar. Te fazer me enxergar no mundo, não debaixo das suas saias. Enquanto isso eu vou surtar aqui sozinha, esperando que você abra a porta e diga que tudo mudou.

Crying.

Sua estrada no meu caminho

- Alô.
- Alô
- Quem fala?
- Fulana.
- Ah, oi Fulana, bom dia! Aqui é o Siclano. Sua voz ta diferente... Tá de ressaca?
- Ressaca, eu? Não! Você quer falar com a minha mãe? Eu vou chamar.
- Não, não. Eu queria falar um pouquinho contigo, pode ser?
- Pode...
- Por que a gente nunca consegue se falar? Queria entender isso. Eu falo a língua de todo mundo, entendo quase todas as pessoas, queria entender você também. Eu nunca me armo pra falar contigo.
- Eu me armo sempre, Siclano -Pensou.
- Eu não sou um daqueles idiotas que ouve tudo calado, nem daqueles outros que julgam sem conhecer, eu só quero te entender e te acolher.
- Unhum...
- Você pode chamar sua mãe agora?
- Posso sim.
- E a resposta pra pergunta?
- Eu não sei.

- MÃÃE, SICLANO NO TELEFONE.

sábado, agosto 01, 2009

eu não quero isso, seja lá o que isso for.

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A noite de hoje está fria. Fria pra te querer comigo, no aconchego, ou mesmo de longe, mas para estar aqui. Você é filho do vento, tem a liberdade correndo nas veias. E com ela eu não posso competir. Aliás, eu não posso competir com coisa alguma. Sou o que você traça, acompanho os seus passos e danço ao som da sua música. Se você quer, eu quero. Se não quer, eu reprimo a minha vontade e choro um pouco. É assim, como num jogo em que represento todas as peças que a sua mão insiste em guardar e repelir em frações de segundos. Sua inconstância me balança. Sua mania de auxiliar a todos me ferve o sangue. Porque todos eles estão a minha frente na sua lista, e eu já perdi as contas de quantas vezes o meu nome foi riscado dela, pra ser escrito de novo, no lugar que dá, no jeito que der pra encaixar. Eu queria ser o seu motivo pra sorrir, e queria que comigo você não precisasse de nada mais. Queria você mais parecido comigo, ou que fosse pelo menos o contrário. É em dias como hoje que me pego pensando em como eu adoraria não precisar de você.
and you are hot'n cold.