sábado, setembro 19, 2009

Explosão.

- Você precisa descansar...
- Por que você ta dizendo isso?
- Porque você pensa demais, se estressa demais, cobra demais, ama demais...você gosta do extremo, mas ele não te faz bem.

Eu já sabia, todo mundo sabia. Eu já esperava que um dia alguém me dissesse isso sem ensaiar. Mesmo assim, foi como me transportar a algum lugar bem diferente de tudo. Como se eu não pertencesse a esse mundo, como se eu fosse do meu mundo que não é de ninguém. Por não ser pra ninguém a moradia, por não ser pra ninguém a definição de tudo. Não ser o eu sozinha, que completa nada. E estar ainda incompleta, indecisa, incompreendida. Desse muito que eu tenho pra dizer e sentir, metade é o que não é de valhia alguma, metade é o que sobra, essa metade é o demais. O demais no coração, na ação, na vontade. O demais no olho úmido que não vê mais como fugir dessas necessidades, o demais do caminho desviado das mãos que deveria-se lavar, pra o braço que sangra. E o rosto que arde, e os lábios que tremem. A agonia de não mudar e ver todas as esperanças irem embora com líquido vermelho. Não sei me render ao desapego, não sei deixar de ser o extremo de tudo, o 'a todo vapor'. Mas agora sinceramente, eu só sei que dói ser assim.

Preciso fumar um cigarro.
Ativar sozinha a endorfina, já que sou só eu que me acompanho.

Um comentário:

Anônimo disse...

saudade do meu anjinho.