quinta-feira, outubro 08, 2009

Como um elixir de vida.

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Eles chegaram em meio à noite. Pedindo solução para a vida de um ser de apenas dois dias. Uma menina, Luiza. Me pareceram aflitos e inseguros, embora amorosos e dedicados. Sem pensar, a mulher (minha), puxou o seio farto cheio de líquido. A sensação foi louca, desconcertante, inquietante. Incrível como havia ali algo como um elixir, algo que saia de um corpo de pele, carne e osso, como todos os outros. Mas um corpo feminino que expirava fecundação, parto, proliferação da espécie. Vida que dá vida. Vida que espirra existência entre as pernas, justificando muito mais do que o nosso vão conhecimento. O que sei é que estar nesse espaço redondo é mesmo algo muito louco.

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