domingo, novembro 15, 2009

Eu me afundo bem ali, além.


Incrível, mas tenho a imensa facilidade de me perder nos sentimentos. E de traga-los pra depois baforar aos quatro cantos. Alguém me disse uma vez que essa é a minha maior qualidade. Até concordei, mas agora discordo. Não gosto de sentir tantas coisas assim, me tirando o sono, me invadindo os poros, me roubando a paz. Porque as pessoas... Ah, as pessoas são tão menos do que me ponho a esperar! Os momentos, os lugares, os ambientes, tudo é pouco demais pra a minha cabeça em ebulição. Parece que nada me satisfaz, e isso me preocupa. Além disso, me dói. Dói principalmente no dia em que estou à flor da pele, sentindo que cada abraço que não foi é cortante como o fio de uma navalha. E desconfortante, também. Eu quero sempre mais, e muito pra mim, é tão pouco... Me pergunto porque não acontece com todas as pessoas a sensibilidade demasiada que se abriga em mim. Ainda que eu esconda, ela permanece lá. Magoando a mesma velha ferida, explodindo à ponto de molhar o meu rosto. À ponto de me condicionar a fazer o mesmo pedido 16 vezes, esperando fervorosamente que ele se realize. Porque eu quero surpresa, sabe? Quero atenção independente das condições. Eu preciso andar, correr, tomar o mundo feito vinho tinto, aos goles rápidos, longos, prazerosos. Só que por mais difícil que seja admitir, eu não consigo sozinha.

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