terça-feira, novembro 17, 2009

Um dia serias borboleta.

Hoje...Ah, hoje você me pareceu tão segura. Pareceu mudar. Hoje... Hoje você não chorou, comentou que estava fria, recusou um afago mais quente, quase me mandou ir embora. Hoje percebi que já não tenho posse alguma sobre você. Acabou, não foi? É, acho que agora você pode voar. Hoje ao te abraçar pude sentir asas crescendo nas suas costas, ainda pequenas, mas elas me pareceram tão fortes... Talvez esteja mesmo na época de voar, borboleta. Já que o vento te puxou pra dançar, e já não és flor, permita-me que eu, beija-flor, levante vôo para outro canto. Então te deixarei voar para longe sem que volte aqui para duvidar ou descansar. Deixarei que descubra mil arco-íris e possa roubar o pólen de outras flores. Se numa dança com o vento ele te pisar o sapato, volte, fique mais. Mas agora o ritmo ainda é quente, a cidade não para, quem dirá você, não é? Voe, voe bastante. Só não se esqueça de devolver o meu coração.

Nenhum comentário: