quinta-feira, novembro 26, 2009

Vassalagem emocional.

E eu me mordo, e mato, me encho de ciúmes e depois peço, como quem pede em súplica secreta pra que você me abrace, pra que você me olhe, pra que você me tome. Que me tomo como aos outros, pelo menos. Mas não é, e o que parece é que não há de ser. Talvez mesmo pela súplica, pelo pedido. Por saber que de maneira alguma você se renderia a minha vontade, às vezes finjo. Mas não é meu dom esconder desejos. Fique perto, pelo menos, só um pouco. Ou será que os seus jogos de desejo te impedem de tentar? Não quero pensar nisso, nem quero achar que os teus sonhos são meus. Não quero achar que você me quer contigo. E quero ser sua apenas como os outros, custa? Me é suficiente ser. Então, por favor, seja. Ah, esqueci! Não posso pedir, perto de você não posso ser nada do que verdadeiramente sou.

4 comentários:

Matheus Sobral. disse...

Que amor é esse, que te poda? O amor tem que te deixar crescer, pra dar frutos.

Danilo Augusto disse...

Nossa. O texto é ótimo e o título, melhor ainda

Danilo Augusto disse...

Eu proponho um: Comunismo emocional!

Natália Corrêa disse...

O amor deixa a gente assim... submissos! :x

Que bom que você se identificou com o texto no meu blog (pode invadir sempre que quiser)! Mentiras são máscaras esperando pra cair... :/