quinta-feira, dezembro 03, 2009

Adeus, maturidade.

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Vou jogar fora a minha maturidade. Não se choque, por favor. Nem deve ser assim tão sério jogar fora essa ponte para a resolução de todas aquelas brigas cheias de acusações infantis. O que eu acho de verdade é que ela anda fazendo um trabalho bonito com as minhas mágoas, afogando-as tão fundo que já nem consigo perceber em que parte do lado esquerdo do meu peito elas se encontram. Mas em dias como hoje, meu Deus! Elas se tornam insuportaveis e latejam de um lado para o outro como se desejassem ecoar, atravessar os meus lábios num grito alto, aquele mesmo que eu preferi não soltar, aquele que eu escondi com o meu antigo 'tá tudo bem...' e algumas lágrimas. Só que hoje as mágoas querem berrar. Dizer que não, eu não entendi nada daquilo. Dizer que eu queria correr e abraçar, e dizer que amo, sim, que amo mesmo. Dizer que aquele discurso foi pura imagem. Eu quero mandar embora a maturidade e todas as minhas mentiras sinceras, tão convincentes que até eu custo a acreditar que são falsas. Quero dizer as minhas verdades agora. Quero baforar por ai tudo que escondo, tudo o que deixo para mais tarde, tudo que espero que aconteça. Vou jogar fora a minha maturidade, e tenho dito.

2 comentários:

Natália Corrêa disse...

Ah, como eu sinto falta da sinceridade infantil. Como eu sinto saudade de acreditar em tudo!
Quer saber? Vou jogar fora a minha maturidade também :D

Pâmela Marques disse...

Olha,

Chore, flor.
Ou então procure um lugar bem deserto e grite o mais alto que puder, não precisa se desfazer da maturidade não. Em alguns momentos ela lhe será útil =D