segunda-feira, dezembro 28, 2009

Escapolindo dos lábios

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Estou com medo de acordar a todo mundo com esses meus dedos pesados que fazem o teclado soar tão alto, mas eu precisava escrever. Fico a todo tempo abrindo a mesma janela pra ver se você foi embora, só que ainda está ali. E hoje eu assisti aquele filme, sabe? Aquele que te indiquei nem faz muito tempo...Ele me deixou sensível, com uma vontade enorme de gritar, de jogar a capa do meu orgulho fora, é algo como se você quisesse voar mas suas asas estivessem presas e machucadas demais, você me entende? Eu queria, queria mesmo te perguntar se aquele dia não pode ser hoje. Sim, aquele dia que a gente sempre se promete. "Um dia...", hoje, que tal? A janela está aberta e venta de leve, o céu me diz que essa madrugada será de chuva, e eu gosto de dormir quando chove. Vem dormir comigo? Acabo de abrir a janela novamente, mas nada. Você está ocupado e seria deselegante falar algo. Sem contar que a chance de levar um "passe-longe" aumentariam pelo menos 80%. Então fico me perguntando porque você ainda está acordado às duas da manhã e cochicho pra mim mesma que talvez você só esteja parado ali esperando mesmo que eu fale, pra que o seu coração pule. Que boba! Claro que não, menina. Não há coração nenhum pulando além do seu. E eu poderia mesmo usar o meu coração para dizer que o ano vai embora já já, que eu não queria continuar assim, sem correr atrás, esperando que o tempo passe e a gente (não) se fale. Esse músculo aqui dentro me irrita essa noite, esse calor, essa insistência...Tudo o que dilacera as minhas veias e explode lacrimejando os meus olhos cansados. Olho a janela de novo, você se foi. Eu, desespero. Sinto vontade de ligar, mas não. Apenas fecho os olhos e mentalizo: dors bien, mon petit.

Um comentário:

Pâmela Marques. disse...

Poxa doce.
É o que está acontecendo comigo também. E acho que a gente se escreve e vice-versa. Espero que as coisas melhorem pra ti.