segunda-feira, janeiro 18, 2010

Tempestade emocional.

Tiro certeiro no alvo pulsante, meu coração. Sensível e demodê como ele só, se despedaça aqui dentro em tantas partes que já não consigo colar os cacos. Aprendi a ser gente quando nasci, e tenho me machucado cada dia mais com pessoas que só dizem ser, mas não são. Ou será que sou eu a anormal da história? É, a culpa deve ser toda minha. Escrevo numa noite quente, só pra tentar espantar esse mal estar, esse cansaço. Crio competições que não existem, simplesmente por querer me firmar, mas nada funciona. Não me sinto parte alguma desses terrenos já ocupados, não sou nada do que quero, nem do que preciso ser. Nunca me senti tão desfocada, e tenho que admitir que já me bate aquele velho desespero. Me pergunto em cólicas o que preciso fazer pra me tornar parte de tudo isso, quais são as frases certas, as atitudes certas? Em que parte desse caos me perdi o suficiente pra não saber voltar e levantar, pra não saber me estruturar? Em que momento aprendi a ser carente, insistente e insegura dessa maneira? Qual o ponto pra a felicidade? Qual o segredo pra aceitação? Há tantas perguntas desvairadas povoando a minha cabeça que tonteio e enlouqueço. Sim, estou louca. Louca para achar uma solução para as minhas noites insones, e meus minutos perdidos. Louca para me desvirtuar desse meu masoquismo e minha tendência a sentir demais. Não ligo de sentir de menos, só não quero é continuar com esse soluço entalado no peito, só não quero ser jurada pra morrer com todo esse sentimentalismo exagerado aqui dentro. Eu quero é jogar fora tudo isso que de tão grande já não me cabe mais no peito.

4 comentários:

Natália Corrêa disse...

mas até a dor deixa um vazio quando acaba, não sabe?

Mariana Pimentel disse...

Um dia, quando eu chegar aos pés de uma Eva Cidrack da vida, haha. A imaginação tá aqui, tô tentando passar mais pro papel, melhor do que ficar devaneando à toa, né? Engraçado, também reconheci uma sentimentalista por aqui... Fazer o quê, né? Vamos vivendo...

Niiga disse...

Outros dias virão e esses farão de foices, doces gomas de mascar.

Luana Gabriela disse...

"...não sou nada do que quero, nem do que preciso ser. Nunca me senti tão desfocada, e tenho que admitir que já me bate aquele velho desespero." Muito bom!

Sabe que também eu, já nem ligaria de sentir menos...

Bjos