domingo, março 28, 2010

A porta esteve aberta o tempo todo.

Mais vasculhações de armário...

(...) Você me toma, me prende em seus braços, flutuo. Vejo-te sorrir e derreto, aqui dentro cresce um turbilhão, me sobe um arrepio. E então eu me perco nos meus devaneios. Nos imagino sós na chuva, imagino o seu beijo, sou capaz de sentir o seu gosto de tantos sonhos. Sonhos constantes, intensos, maravilhosos, que só fazem a minha vontade de você se tornar maior. Eu já não sei me curar de você. Hoje, quase vacilei, quase te encostei na parede e te disse para olhar nos meus olhos e dizer-me de uma vez que não me queria, que eu fantasiei de verde as suas frases soltas e o seu olhar flamejante. Mas nem isso fiz. Talvez por falta de coragem, talvez por querer me enganar. Sonhar, sentir-me amada ainda que sem ser amante. Preciso da minha dose de ilusão pra não entristecer de vez, preciso imaginar pra aliviar a minha dor. Preciso sentir-te dentro dos meus sonhos e do coração.

3 comentários:

téka ~ disse...

Quando se tem o vazio, a ilusão é reconfortante.

Beijinhos

Milla disse...

você tem razão, nossos textos estão praticamente se encaixando mesmo, apenas de uma forma contrário mas isso é a variação de pessoa para pessoa :)
Eu não sei o que falar sobre este post, porque eu não sou daquelas que volta atrás em decisões e se algo acabou para a minha pessoa, simplesmente não há muitas formas de se consertar mais...

beijos

Rory disse...

Que coisa mais linda... Vou te seguir! =)
Você segue uma linha Rita Apoena. Que é singelo e profundo ao mesmo tempo.