segunda-feira, abril 19, 2010

Amor.



Hoje à noite um emaranhado de ideias me ocorreu, e em meio a elas vieram frases desconexas. Aos poucos eu notei que havia desviado todas para um só rumo: Eu pensava sobre amor.
Ah, o amor... O amor nos torna inevitavelmente cegos. O amor é benevolente, submisso. O amor nos desvaira, nos anima, desanima, constrói, destrói. O amor é capaz de mudar a mais sólida convicção. O amor tem cheiro de morangos, de chantilly, de terra molhada. De vez em quando, fede como um porco. O amor nos complica e descomplica num levantar de mãos, num arrepio. O amor nos molha a face e as enche de dentes. O amor nos balança e nos levanta, além de nos fazer cair. O amor nos enlouquece e fortalece. O amor nos mata e ressuscita, nos caminha e desencaminha, nos retrai e distrai. O amor nos faz parecer patéticos, poéticos, caquéticos. O amor nos envelhece e rejuvenesce. O amor perdoa. O amor espera. O amor faz. O amor nos faz insistir. O amor não nos deixa desistir, nem se quer resistir. Amor é só invadir, invadir, invadir. E tudo, tudo isso acontece num lugar pequenininho, que nunca para de bater.

5 comentários:

Milla disse...

Gostei da sua definição, fico muuito boa. Acho que o amor é uma contradição enorme, mas talvez por este motivo eles nos deixe assim, uma pura contradição.

beijos

Olga disse...

uma música do nando reis diz que o amor é o contrario de invadir: "tornar o amor real é expulsa-lo de você para que ele possa ser de alguém."

Thiago Prado disse...

Já passou por estas contradições do amor Eva?

Helô Strega disse...

Adorei!!!!

Livia Marina disse...

Ola..
primeiramente obrigada pela visita !
Bom, adorei seu texto , e se encaixa exatamente , no que eu penso sobre o amor hoje em dia.
adorei seu blog e vou visita-lo sempre que puder.
;)