quinta-feira, abril 08, 2010

O último.

"...Mas que perder
seja o melhor destino..."


O sentimento estava lá, mais que um banho de chuva aceito, mais que um quase beijo. O trevo de duas folhas rodava entre os dedos ao lado, retirando de mim, muito mais que duas folhas de sorte. Sorte? Sorte era mesmo o que eu não tinha, o que nunca tive. Sorte, isso que quis e que jurei tantas vezes ter. Quem dera tivesse, ao invés da angústia que sinto, desse nó no peito, ao invés dos meus olhos marejados e do meu corpo cansado de ser só. Faz tanto frio aqui que as minhas entranhas tremem, ele não passa, nem mesmo com o casaco negro que cobre os meus ombros que quiseram te acolher. Que boba! Dar a cara a tapa por você não vale a pena, não vale! Eu sei que não, sempre soube que não daria peixe esse mar, quem não sabe nada é esse músculo trouxa que insiste em pulsar quando você passa, que insiste em fazer o meu sorriso sumir ao dar de cara com o seu desamor. Queria não querer dançar com você sobre essa novela triste de sentimentos, queria não sentir vontade das suas curvas intocáveis, queria não sentir doer a minha alma quando a sua dói. Tudo que eu desejava era sentir o nada que você sente.

2 comentários:

João Paulo disse...

Por hora, és o último, mas não por definivo. Muito mais emoções estão por vir!


Gostei da escrita, é dificil achar algo do tipo!


Passa lá no meu, o nosso BLOG e aprecie!

Milla disse...

Certas pessoas sabem lidar tão bem com a falta de sentimentos que chega a assustar, mas para quem sente demais isso dói muito. Seja forte, e siga a sua intuição ela nunca falha nesses momentos :)

beijos