sexta-feira, junho 04, 2010

A declarar.

Depois da tarde fria de hoje, das palavras jogadas fora, atadas e desatadas mil vezes, tenho a declarar:
Aos amigos: Que por favor, por mim, por Deus, parem! Quando digo parem, digo para que deixem de me encher de esperanças. Parem de falar sobre ele, de mencionar sobre o seu possível (e irreal) sentimento. A partir de hoje, aquele nome está permanentemente proibido. Vamos ao teatro amanhã, não vamos? Por favor, me façam esquecê-lo para que eu volte a ser feliz.
Aos pais: Esqueçam de que eu existo, só por hoje. Por hoje não me peçam para falar nada, fazer nada. Me deixem de canto, no meu quarto, no meu lugarzinho, ouvindo as minhas músicas e armando os meus incensos.
A ele: Além do que disse, o que eu ainda poderia te dizer, meu bem? É, fiquemos assim. Continuemos nos nossos caminhos deveras divididos. E você sabe qual é a próxima etapa, não sabe? Não, eu não estarei te fazendo de bobo. Não estarei te usando. É que a vida é feita de escolhas, entende? A minha foi você. Mas a sua... A sua não fui eu. Então, o que mais posso fazer além de enveredar por outro caminho? Você sabe que eu preciso de alguém para mim. Eu só espero que agora deixe de doer o fato de ele não ser você.

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