sábado, julho 24, 2010

A boca vermelha de uma dama louca III

Luiz estacionou o carro num prédio de luxo, que parecia residencial.
- Espere aqui. – Disse-lhe após estacionar o carro.
Depois de alguns instantes, Luiz já apontava descendo as escadas da recepção. Levava algo nas mãos que Raica tentava identificar com algum esforço. Entrou no carro com rapidez. Parou numa das ruas escuras da cidade.
- Tome, vista-se. Hoje você vai acompanhar-me numa noite diferente.
Era um vestido caro. Raica suspirou ao sentir aquele cheiro bom de grife, mas procurou disfarçar. Mostrar-se interessada por um presente de cliente estava fora de cogitação.Abriu os botões da sua blusa, enquanto Luiz a encarava. Não havia na face da terra homem que não desejasse os seios fartos e a cintura esculpida daquela mulher.
- Acho que podemos nos atrasar um pouco.
O homem surpreendeu-a num beijo longo e ávido. Despiram-se ali no mesmo, em meio ao som do blues que tocava no carro de Luiz. Raica havia perdido as contas de quantos corpos nus haviam tocado o dela, mas nunca havia sentido tamanha vontade de que a noite durasse mais. Os dois colavam de suor, entre beijos, mordidas, arranhões. Sexo selvagem e descuidado. Prazer dilatando os poros.
Luiz sugeriu que voltassem ao seu apartamento, afinal, precisavam urgentemente de um banho. Um só banho mesmo. Dividiram o mesmo chuveiro, entre mais beijos e afins. A essa altura, Raica quase havia esquecido de que estava trabalhando. Lembrava-se só quando o rapaz insistia em chamá-la de Capitu, ou simplesmente de “moça”. Vestiu-se ainda sem saber o que mais aconteceria naquela noite. Desceu as escadas atendendo o chamado de Luiz vindo da sala de jantar.
- O que você sabe sobre etiqueta, Capitu?
Raica não respondeu. Sentou-se a mesa, e agiu conforme todas as regras. O moço não escondeu a surpresa.
- Onde você aprendeu tudo isso?
- Acho que eu não estou aqui para responder perguntas, e você não está aqui para fazê-las, não é?! Vamos nos atrasar mais.
Fria, calculista, independente, era essa a imagem que queria passar, e passou. Era a cena suficiente para ocultar o seu coração aos pulos. Luiz estacionou o carro na garagem de uma mansão que quase marejou os olhos de Raica. Ela estava inegavelmente deslumbrada com tudo aquilo. Notou que uma mulher de idade chamava Luiz com ânimo. Eles achegaram-se.

2 comentários:

téka ~ disse...

Eva, Eva, Eva...

Vens chegando assim, de mansinho, com esses contos envolventes que me deixam ansiosa por uma continuação toda vez que eu estou entrando no teu blog. Tens evoluído tanto, que me deixa cada vez mais ansiosa para ver um livro seu nas livrarias até aqui no sul. Vou tê-los todos, hihi

Beijinhos :*

*Amanda* disse...

estou acompanhando cada postagem.. e não vejo a hora de acabar todo esse segredo envolvente!!!!



termina logoooooooo!!!! rsrsrsrs...

bjs*