terça-feira, setembro 14, 2010

Carta dele.

"És muito mais que essas criaturas que vagam perdidas nesse mundo". Ele me disse. E eu quis acreditar que sou. Quis ser. Ah, eu me ponho nessa noite a escrever, ler, desandar, pensar. A noite está vazia, e ao mesmo tempo, tão cheia... O quarto ainda guarda cenas, cenas loucas, sorrisos, lágrimas, alcool... Até mesmo o violão me lembra milhares de coisas. Tenho um suor que incomoda o meu sono. Aliás, ele nem se quer chegou ainda. Acho que esse desespero noturno afigura mais uma madrugada insone. Hoje pela manhã, alguém me falou sobre sentimento, e sentir é mesmo algo extraordinário. E eu sinto. Sinto sempre, sinto todas as coisas que parecem explodir aqui dentro. Surto com gente burra, mas não burra de cérebro, tem gente que tem o espírito emburrecido, tem gente que nem sequer tem alma. Pra mim, isso é muito estranho. Estranho que existam pessoas completamente avessas a lei natural das coisas. E eu, inconstante, inconsequente, continuo lendo a carta dele, que me diz: "Baby, não deixe seus impulsos destruirem você. Você é linda, inteligente, não quero te ver jogar isso fora". Tenho querido acreditar o tempo todo em todas essas coisas, acreditar em mim. Parar de confundir coragem com impulso, aprender que o sofrimento é opcional e eu não preciso procurar por ele. Aprender a não me preocupar com gente de alma pequena, mas sim, me render as pessoas de alma grande, de sentimento grande. A gente que sabe amar.

"Mas é claro que o sol vai voltar
amanhã mais uma vez, eu sei
(...)
Eu sei que um dia a gente aprende..."

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