quinta-feira, dezembro 09, 2010

E se eu te contar...

Meu B.,
E se eu te contar... Que adoro o nosso amor? Se eu te contar que adoro as suas crises disfarçadíssimas de ciúmes e suas bochechas extremamente vermelhas quando te deixo de lado? Se eu te contar que amo os seus abraços intermináveis quase que me colocando no colo? E as tuas mãos grudando nas minhas, me desarmando, me fazendo levitar. E se te ligar agora? Pra te falar que eu gosto de tudo assim mesmo, desse nosso amor bonito, claro, brando. Esse amor que ameaçou tantas vezes nos fugir pela janela, esse amor que muitas vezes quebrou em cacos os nossos corações, esse mesmo amor... Perfeito. Perfeito em suas imperfeições, em sua peculiaridade, em suas impossibilidades e minúcias. E é tão bom, entende? Tão bom que nós não tenhamos tratados, papéis, alianças. Tão bom que não nos cobremos estar um com o outro, mas que ainda assim estejamos sempre, sempre e sempre. Que ainda assim nos telefonemos para nada, que ainda assim nos convidemos para sair, nos permitamos ir ao parque, à pracinha, ao cinema. Que ainda assim sintamos a maior falta do mundo do outro, ou que não sintamos falta nenhuma, também. Você percebe, meu amor? Percebe a grandeza de todo esse nosso elo? Então, é por isso. Por isso que estou aqui, te escrevendo. Eu preciso te contar: Eu te prefiro assim. Tão meu, e tão de outras. Tão divino e tão mundano. Tão multidão e tão solidão. Tão único, tão você, tão... Amor da minha vida.
Da sua eterna,
O.C

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