sábado, dezembro 25, 2010

Forgotten.

Sabe, moço, quando você me deixou (meu Deus, quando você me deixou!) eu pensei que fosse morrer. Eu me sentia tão vazia, tão... Não sei, não sei dizer. Era uma sensação que de tão ruim, se tornou indescritível. Tomei tantas cervejas que passei a beirar um coma alcoolico diariamente. Fumei mais cigarros que o estimado para o ano inteiro. Eu precisava de algo que suprisse a falta imensa que você me fazia. Senti medo de ficar louca. Às vezes, quando anoitecia, eu podia ouvir os acordes do seu violão, a sua risada gostosa, o toque das suas mãos nas minhas. Era perturbador. Quis jogar fora meu celular, quis excluir todos as redes de relacionamento da internet onde eu era membro. Re-la-cio-na-men-to, tá aí algo que eu não queria com você. Não aquele que tinha sobrado, não o que tinha ficado depois de passarem aqueles dias maravilhosos ao seu lado. Eu não queria a sua amizade. Eu não queria o seu respeito. Eu não queria o seu companheirismo. Eu queria o seu amor. Amor inteiro, amor de sexo à sexo, amor de beijo longo, mordida na bochecha. Passei dias olhando o terminal rodoviário da janela da escola. Não, você não apareceria. Fim. 'Fim feito gim', como diria Cazuza. Os meses foram passando, o meu desgosto por não ter você comigo foi adormecendo.
Agora você me aparece por aqui, me olhando daquele mesmo jeito, me prometendo mil coisas com esse olhar insano. Mas algo, algo no encanto se perdeu. Você não é mais tão bonito, teu olhar não provoca mais brilho algum no meu. E é estranho, tão estranho não te querer, que às vezes eu mesma paro e tento conversar com o meu coração. Ele me diz, apenas: You forgot, dear. Congratulations. Eu sorrio, e tomo mais um gole desse meu copo de bebida quente para o meu novo coração, frio.

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