domingo, fevereiro 27, 2011

Sobre chances e medos.

Domingo de manhã, ressaca daquelas. Você vai sentar no sofá querendo morrer de enjôo, mas ainda assim, vai ter tempo para colocar em ordem os acontecimentos da outra noite. Vai lembrar de todos, ou quase todos os caras que beijou. Ou, no caso das mais recatadas, vai lembrar do carinha por quem esteve se encantando a noite inteira. Vocês trocaram telefones e isso te deixa nervosa, embora você esteja aparentemente tranquila. “Ele não vai ligar”, você pensa. E não vai mesmo. Você olha para o nome dele (única coisa sobre ele que você sabe) na tela do celular, mas acha que está totalmente fora de cogitação apertar a tecla para ligar. Não, não você. Você é mulher, isso é coisa de homem. Ele, do outro lado, deve cumprir o papel machista de não ligar, como prometeu. Ainda que também tenha acordado pensando no seu vestido, ainda que queira ouvir sua voz de novo. É a regra. E assim como você, ele não liga. Ele é homem. “Homens não se apaixonam. Não pode. Mulheres são más e machucam”, pensa. Então ficam assim, os dois. Você achando que todos os homens não prestam. Ele achando que todas as mulheres não prestam. E os dois perdendo a chance rara de viver um grande amor.

Um comentário:

Anônimo disse...

estranhaeso .
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