sexta-feira, março 25, 2011

Aqueles olhinhos verdes.


Ela me pediu há mais de um mês atrás que eu postasse algo aqui pra ela, e eu aproveitei que hoje é o seu aniversário de 17 anos para dizer a todo mundo o quanto ela é especial na minha vida. Indiara, há 3 anos atrás eu não imaginaria estar aqui escrevendo sobre você. Quem diria que nós passaríamos de velhas conhecidas a amiga íntimas como somos hoje? Eu não apostaria nessa ideia nunca. Se bobear, nem depois de nos conhecermos direito. A nossa amizade entre trancos e barrancos, nossas brigas homéricas, nossos foras complicadíssimos. Mas há algo, sabe?! Algo em nós duas que não nos deixou desistir nunca. Fomos lá, desafiamos as nossas diferenças, lutamos para estar perto uma da outra. E estamos aqui, conseguimos. Sei que posso ligar pra você de madrugada e ouvir você dizer do outro lado "o que foi, fia?", com aquela voz de preocupação que eu adoro demais. Sei que você pode me contar qualquer coisa sem que eu nem pense em violar a sua confiança contando a outra pessoa. Há coisa melhor que essa certeza? Não há. É isso. Eu quero os melhores fluidos de felicidade pra você. Quero o seu nome nos agradecimentos do convite da minha formatura. Quero sair de moto a mil por hora pro melhor lugar pra ver a lua cheia. Quero receber recados quando você estiver longe em que eu ainda te chame de "bebê" e você de "bailarina". Quero que o meu gatinho possa se consultar com você no meu apartamento, naquele dia em que você vá tomar uma cerveja e colocar um papo em dia. E que daqui há muitos anos nós sejamos duas velhinhas bem enxutas lembrando de como é bom ter com quem contar. Eu te admiro, te adoro, te amo. Daqui até a eternidade.
Parabéns, meu bebê.

quinta-feira, março 03, 2011

Mentiras não-sinceras.

Ele não era o rapaz dos meus sonhos. A barbinha rala, o cigarro, o whisky... Tudo havia firmado na minha cabeça um cenário que na verdade não existia. Ele era só um rapaz fútil de péssimo gosto musical. Isso poderia parecer besteira, mas em meio aquele monte de descobertas, era mais um ponto a favor da desilusão. “As pessoas mentem. Isso é fato”, insistia a minha mente. Mas lá dentro, o meu coração chorava. Eu havia quebrado o meu orgulho para ver aquilo? Um sorriso bonito e um rapaz pouco interessante? Eu estava perdidamente apaixonada por alguém que não existia, meu Deus. Onde eu jogaria as cartas de amor, os sonhos tão bem sonhados, os delírios, as vontades? O que eu faria com a minha paixão? Eu não fazia ideia. Tentava pouco à pouco acalmar os meus ânimos e me dizer: "Ainda bem, você não queria mesmo se apaixonar, lembra?". E fingia querer aquelas descobertas ruins, escondendo perfeitamente de todos que o que eu queria mesmo era que ele fosse o rapaz por quem eu havia esperado todo esse tempo.