Precisava haver sangue. Faltou-lhe coragem. Contou no calendário: Um mês e dez dias inteiros. Olhou a mulher bonita enlaçar o corpo pequeno. Sentiu-se mal por não querer enlaçar um corpo pequeno. Sentiu vontade de enlaçar um corpo pequeno. Consciência, bondade, instinto feminino. Fosse o que fosse, ela não conseguia simplesmente vomitar vida. Porque vida deve ser a primeira de todas as prioridades. Pânico. Espera. Loucura. Consequências, ela sempre disse. Mas essas seriam pesadas demais. Essas pesariam na coluna pequenina de moça, de menina. Então haveria morte. Morte dupla. Se fosse, seria. Mas ela torcia para que não houvesse nenhum pedaço dele nas suas entranhas, como havia ainda no seu coração. Precisava ser fim. Não começo. Não vida. Não amor. Mas fim. O fim é um começo proutros cantos. Havia de ser. Precisava o quanto antes ser. Precisava haver sangue sem cortes. Precisava ser mentira. Precisava ser negativo. Precisava. Ponto. Partir. Fim.
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