segunda-feira, novembro 28, 2011

Quem me dera.

Quem me dera ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro que entreguei a quem
Conseguiu me convencer que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.
(...)
Quem me dera ao menos uma vez
Como a mais bela tribo
Dos mais belos índios
Não ser atacado por ser inocente.
Quem me dera, que ao menos dessa vez fosse diferente. Quem me dera conseguir entender o porque de tudo parecer tão pouco, tanto suor parecer sempre água pura. Quem me dera entender porque tudo apunhá-la os meus sorrisos que se refazem de novo, de novo, de novo. Quem me dera conseguir conviver sem dor com esses acontecimentos todos. Quem me dera ter ao meu lado pessoas que amam as outras como se não houvesse amanhã. Quem me dera poder ir embora. Quem me dera encontrar vontades gêmeas as minhas. Mas aqui tudo fede a mentira. Por todos os lados que olho, é tudo que posso ver. A descartabilidade das coisas. Descubro que há horror por trás desses cenários bonitos e floridos. E me pergunto se algum dia a verdade voltará ao seu lugar e trará de volta o meu sorriso.

# Não sei dizer se estou de volta. Mas sei que precisei desse espaço um tanto muito grande, e vim.

Um comentário:

Livia Marina disse...

Quem me dera encontrar vontades gêmeas as minhas. Mas aqui tudo fede a mentira.


nossa, quem me dera, encontrar um lugar, um espaço, um canto qualquer, e me identificar, e ficar.

inspirador.

FELIZ 2012
:)