terça-feira, janeiro 10, 2012

Eu sou.

"Enquanto você
Se esforça pra ser
Um sujeito normal
E fazer tudo igual...
Eu do meu lado
Aprendendo a ser louco
Maluco total"

São pequenas palavras fáceis perdidas. Eu sei o que foi escrito pra mim. Tudo o que me arranca sorrisos, tudo o que me faz derramar lágrimas doloridas. Mas eu apenas queria lhes dizer, que aquela menina ainda está aqui dentro. A minha essência não mudou. E eu queria poder olhar nos olhos de cada um e entender exatamente o que querem me dizer. Sem essas máscaras ruins e essas frases assim raivosas por debaixo do pano. Eu quero panos quentes. Eu quero tomar um vinho e olhar a lua. E ser humana, vocês me entendem? Olhar nos olhos e dizer "me desculpe", "eu te amo", "eu sinto sua falta". Poder pegar a cada mão, com a minha, e conduzi-la de leve a minha pele para que vocês notem que é carne e osso. Que é tão errante quanto todas as outras. Eu errei, sim. Eu erro. Mas eu não sou esse bicho papão. Eu não matei ninguém. Eu não quero o mal de ninguém. Só que eu vivo. Eu fico de porre de vez em quando, eu grito "with the lights out it's less dangerous". E eu ainda respiro arte. Eu faço jus a verdade tatuada no meu pulso direito. Vou te contar: Eu não escrevi Carpe Omnium em letras garrafais por acaso. Eu só não entendo o porque de viver a minha vida perturbar tanto. Quero apenas deixar um ultimo aviso: Não, eu não sou santa. Não, eu não sou vítima. Eu sou gente.