terça-feira, março 20, 2012

Pequeno,

A sua voz me diz que sentiu a minha falta. Eu vejo os teus olhos marejados, a tua boca falando sobre choro e amor desmedido. Gosto de estar aqui. De permanecer. Nós temos aquele encaixe bom de casalzinho. Nós nos amamos ao som de The Doors e falamos sobre acontecimentos históricos. Nós tomamos algumas cervejas e rimos juntos. Eu havia me esquecido do gosto doce de romance que a vida pode ter, das cores bonitas que vemos quando nos apaixonamos. Eu já nem falava sobre paixão. De amarga que estava, fui ficando aos poucos docinha como estou. Declaro: A partir de agora permaneço aqui, até amargar. E esperando que essa amargura demore mais alguns bocadinhos de dias.

sexta-feira, março 16, 2012

Meia noite inteira.

É a mesma praça. É me embriagar um pouco e me entregar a erros diversos. Meu corpo está quente. A noite e o meu coração são frios. Há folhas pelo chão que me lembram um outono incomum. A madrugada é o meu porto. Na madrugada há a comodidade de almas que compartilham das mesmas vontades. Teus passos caminharão até mim. Eu me entregarei de novo a mais prazerosa falta de compromisso. Ao gole de cerveja. Ao gole de você. De novo. Aos deliciosos goles do teu corpo pequeno, quente e nu. Eu beberei novamente da tua loucura de menino, do teu sorriso despreocupado. Nós fumaremos alguns cigarros e eu me mostrarei. Nua, crua, inteira. Nós dois não temos nada a ver com o amor. Não temos tamanho, nem forma. Nunca o seriamos, e por um motivo só: somos melhores que ele.

segunda-feira, março 12, 2012

Miss you, Bella.

Eu sinto sua falta. Em dias como hoje principalmente. Nos quais eu só queria seu colo, e os seus conselhos, e a nossa mania besta de rir de tudo. Nós não nos vemos há mais de um mês, eu tenho medo. Medo de que nossos caminhos de distanciem demais. Mas no fundo eu sei que isso não vai acontecer, porque a nossa ligação não é física. Ela é cósmica. Você sempre soube com um olhar só o que eu sentia, sempre me descreveu com todos os detalhes e sempre me deu a segurança de ter alguém que ia estar lá por mim. Mas essa saudade me mata, sabe? Quando eu fui embora, há 4 anos atrás, não sabia quão ruim era a sensação de vazio, esse buraco que ficou e que tem o teu rosto. Quero os nossos lanches noturnos, a nossa sintonia inegável. Quero brigadeiro de panela e tarde de fofoca. Quero a gente falando baixinho pra a sua mãe não acordar. São essas coisas, esses detalhes, que me fazem ter a certeza de que ninguém substituirá o lugar que você tem na minha vida.

Eu te amo muito, minha melhor amiga.