segunda-feira, outubro 15, 2012

Sobre as matérias exatas e a minha pouca exatidão.

Um medo. Uma coisa indecifrável. Como posso ser alguém que escreve e escrever coisa? Como posso ser alguém? Dane-se a gramática. O meu coração não tem regras. O meu coração é um poema de má ortografia. Poetizo quase tudo, vivo quase tudo, sou quase nada. Sinto algo sobre necessidade de ter. Não sei ter. Não sei ter para ser. Sou corpo em brasa, música, verso perdido, verso achado, palavra. Sou um anexo nesses dias, em que nada me pode ser prazeroso ou confortável. Não sou exata. Nunca fui. Sou do subjetivo, do poema declamado, das noites mal dormidas. Sou de um transbordar quase insuportável de sentimentos. Não sou disso aqui. Não caibo nisso aqui. Não quero isso aqui. 

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