segunda-feira, novembro 26, 2012

Algo sobre plenutide.

Então você me chega como quem não quer nada, e de fato não queria. Então você me toma pelos braços e me diz 'vamos ver a lua e ouvir Chico e fumar uns cigarros'. Eu vou. Também não quero nada. Mas de repente a tua cama parece o melhor abrigo. Somos algo. Há nos teus olhos uma canção que eu gosto de cantar, e nos teus braços um calor que eu não havia descoberto ainda em nenhum abraço. Eu descubro que sou tua. Sua menina, seu amor, sua namorada. E te ver dormindo de manhã no meu colo, com os dedos ainda enlaçados nos meus, me faz pensar no que eu fiz pra merecer tamanha dádiva. Te ter  nos meus dias é um presente. Notar a sua alma pura, os seus olhos de menino, a sua vontade de nos fazer felizes. Saber que ainda que eu erre constantemente, você consegue navegar no meu íntimo e descobrir qualidades em mim. E eu agradeço a Deus de joelhos pelo dia em que você me roubou aquele beijo, por ter insistido. Eu agradeço por sermos algo, por estarmos aqui depois de tantos meses. E eu peço em súplica pra que nada me roube de você. Porque eu desaprendi a ser feliz sem a tua mão tocando a minha. 

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