quinta-feira, fevereiro 28, 2013

Con-sequencia.


"I laughed and shook his hand, and made my way back home
I searched from form and land, for years and years
I roamed I gazed the gazeless stare at all the millions hills
I must have died alone, a long long time ago..."

"Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
(...)
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho
Vai reduzir as ilusões a pó
(...)
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés..."



"Sabia no entanto das consequências (...) Sabia pouco, muito pouco, não imaginava quão grandiosas se tornariam."

quarta-feira, fevereiro 13, 2013

Quarta-feira (de cinzas)

Sei que não há no mundo (não há!), não há quem possa te dizer que não é sua a lua que eu te dei pra brilhar por onde você for. Me queira bem, durma bem, meu amor.


"I'm sorry but I meant to say 
Many things along the way 
This one's for you:
Have I told you I ache?" 

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

Negra

Ela é dona do jogo. Tão dona que dá medo de jogar. Ela tem um sorriso do tamanho do mundo inteiro, e uma tristeza nos olhos. Pequenos olhos negros em que (dizem alguns) não se pode confiar. Ela queria ir pra Paris. Ela tinha um punhado de sonhos alastrados por um quadro familiar complicado. Tentou ser mil coisas, não conseguiu nada. Um dia ela disse: "Mãe, tô indo pra longe, e não volto". Foi quando disseram "o círculo  fechou pra ela". Quando se foi, ela tinha lágrimas nos cantos dos olhos, uma vontade de que tudo não fosse dessa forma. No fundo, ela só queria estar em paz.