domingo, maio 11, 2014

Mano velho.

Foto por: Chris Arruda
O tempo, embora não volte, também não pára. O tempo é remédio das respirações ofegantes, dos soluços noturnos, dos anseios impossíveis. O tempo tem a mão vagarosa no tirar das máscaras, mas as tira. Essa é uma verdade séria. Me atirem no peito se eu estiver errada, sei que não estou. Vagarosamente, ele vai puxando fio por fio a máscara de pano. Por vezes, são imagens assustadoras as que os olhos descobrem. Pouquíssimo deste mundo dura para sempre. Eu pude ver máscaras que quase achei serem eternas. Mas não eram. O tempo. Sempre tempo, mas nunca o mesmo. Dia desses me questionaram sobre a minha tranquilidade. Ao receber a pergunta de supetão, não respondi. Hoje eu responderia sem pensar muito: É que eu aprendi a entender os feitos do tempo

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